O Governo Federal admitiu que a vacinação pode ser interrompida por falta do imunizante e decidiu pedir ajuda da China para evitar a paralisação.
Em um ofício enviado à embaixada em Brasília, o Governo pede que o embaixador Yang Wanming interfira nas negociações e verifique a possibilidade da Sinopharm fornecer 30 milhões de doses da vacina BBIBP-Corv, ainda nestes seis primeiros meses dos anos.
O documento cita que há escassez de vacinas no mercado nacional e que por conta disso, o Brasil pode ter que interromper a campanha de imunização. A vacina, solicitada pelo Governo, ainda não tem registro na Anvisa, mas já vem sendo aplicada em países como Peru e Hungria em larga escala.
No Brasil, a Coronavac é quem tem sido produzida e administrada em larga escala, mas mesmo assim, a quantidade não tem sido suficiente para manter o processo de vacinação.
A China e o presidente Jair Bolsonaro tem uma relação pra lá de estremecida, isso porque o presidente já confrontou o país asiático várias vezes e no ano passado chegou a dizer em várias ocasiões para a imprensa que não compraria nenhuma vacina chinesa e fez acusações graves contra o país.



