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Braga, Vanessa e mais 21 senadores são alvos de investigação da Lava Jato

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Braga, Vanessa e mais 21 senadores são alvos de investigação da Lava Jato
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23 senadores que estão sendo investigados pela Lava Jato ou são alvos de desdobramento da investigação, podem ficar sem foro privilegiado caso não consigam se reeleger em 2018. Dois senadores do Amazonas estão na lista citada pelo G1.

O foro privilegiado é o direito que autoridades políticas (presidentes, ministros, deputados federais e senadores) possuem para serem julgados somente pelo Supremo Tribunal Federal(STF). Sem o foro, os senadores podem responder judicialmente a instâncias superiores e como alguns são alvos da Lava Jato, devem ser julgados pelo juiz Sérgio Moro.

Os mandatos de senadores são de oito anos e nessa eleição, 54 vagas das 81 cadeiras do Senado serão disputadas.  Os senadores investigados representam quase a metades das vagas que serão concorridas em 2018.

Veja lista de investigados que podem ficar sem mandato e sem o foro privilegiado a partir de 2019:

Eunício Oliveira (PMDB-CE) - presidente da Casa

Romero Jucá (RR) - líder do governo e presidente do PMDB

Lindbergh Farias (RJ) - líder do PT

Humberto Costa (PT-RJ) - líder da minoria

Renan Calheiros (PMDB-AL)

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)

Jade Barbalho (PMDB-PA)

Edison Lobão (PMDB-MA) - presidente da Comissão de Constituição e justiça (CCJ)

Ciro Nogueira (PI) - presidente do PP

Benedito de Lira (AL) - líder do PP

Aloysio Nunes (SP) - atual Ministro de Relações Exteriores

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) é ré em ação penal da Lava Jato e o senador José Agripino Maia (DEM-RN) em desdobramento da operação. Ambos os processos estão tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Além deles, o vice-líder do PMDB, Valdir Raupp (RO), também é réu no Supremo por investigações da operação.

O vice-presidente da Casa, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) é alvo de inquérito em desdobramento da Lava-Jato. Aécio Neves (PSDB-MG) também está sendo investigado no STF.

A líder do PSB, Ledice da Mata (BA), e a senadora Vanessa Grazziotin , líder do PC do B, também são investigadas em desdobramentos da Lava Jato.

Outros alvos da operação e investigações derivadas são os senadores: Ricardo Ferraço (PSDB-ES); Dalirio Beber (PSDB-SC); Eduardo Braga (PMDB-AM), Jorge Viana (PT-AC); e Ivo Cassol (PP-RO) - já condenado pelo STF por outra investigação, sem envolvimento com a Lava-Jato.

Ao G1, o senador Eduardo Braga ressaltou que não está respondendo a nenhum inquérito na Lava-Jato e que pretende tentar a reeleição para o Senado. “Eu apenas tive meu nome citado por pessoas que não apresentaram qualquer prova contra mim. Também quero deixar claro que eu defendo a Lava Jato e espero, sinceramente, que as investigações transcorram de forma correta e dentro da lei”, disse.

Já a senadora Vanessa Grazziotin esclareceu a denúncia e também pretende disputar a reeleição “Todas as doações de campanha que recebemos foram oficiais e declaradas à justiça eleitoral. Não temos receio das investigações, pois servirão para provar que não há nenhuma vinculação com a lava jato. Isso ficará claro ao término do inquérito”, declarou.

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