O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi questionado por seguidores nas redes sociais nesta segunda-feira (23) sobre o estoque de 6,8 milhões de testes para a Covid-19 adquiridos pelo Governo Federal que perderão validade entre dezembro deste ano e janeiro de 2021.
Bolsonaro argumentou que os produtos foram distribuídos e não utilizados pelos estados e municípios. Estes, porém, alegam que o Ministério da Saúde entregou o material incompleto e que há dificuldades para processá-los.
Carlos Lula, presidente do Conass (conselho nacional de secretários estaduais de saúde), afirma que o grupo alertou o ministério sobre a falta de insumos para que os testes pudessem ser usados - caso de swabs, tubos e reagentes, por exemplo.
“É um absurdo dizerem isso (que estados e municípios não quiseram usar). Primeiro que não sabíamos que havia esse tanto de teste aguardando. Segundo que já havíamos alertado do problema. Não adianta entregar os testes sem o material de coleta. Parte desse material só chegou em agosto, outra em setembro”, afirma.
Até o momento, a Saúde investiu até R$ 764,5 milhões em testes, dos quais R$ 290 milhões são referentes aos testes que vencerão em breve.
O Ministério da Saúde informou, em nota, que pretende fazer estudos para avaliar a possibilidade de estender a validade dos testes, “a exemplo do que ocorreu com outros lotes de testes utilizados em outros países”.



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