Bolsonaro compartilhou vídeo da entrada do grupo na igreja em seu Twitter e chamou os manifestantes de "marginais". Ele também disse ter pedido ao Ministério da Justiça e ao da Mulher, Família e Direitos Humanos para acompanhar o caso.
"De modo a garantir que os responsáveis pela invasão respondam por seus atos e que práticas como essa não ganhem proporções maiores em nosso País", publicou o presidente.
De acordo com o chefe do Executivo, a invasão da igreja foi um ato da esquerda. "Acreditando que tomarão o poder novamente, a esquerda volta a mostrar sua verdadeira face de ódio e desprezo às tradições do nosso povo", postou Bolsonaro na rede social.
Ele tem reciclado o discurso de polarização com a esquerda no ano eleitoral. "Se esses marginais não respeitam a casa de Deus, um local sagrado, e ofendem a fé de milhões de cristãos, a quem irão respeitar?", acrescentou.
Bolsonaro ainda citou o artigo 208 do Código Penal para defender que a medida seria alvo de punição. "Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso", disse o presidente, citando o texto.
O presidente, no entanto, não citou na publicação que a manifestação era por justiça pela morte de Moïse, e nem aproveitou para se solidarizar com a família da vítima. Após pressão de figuras ligadas ao movimento negro, a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, lamentou a morte do jovem.



