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Bolsonaro diz que reforma da Previdência não deve ser aprovada este ano

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Bolsonaro diz que reforma da Previdência não deve ser aprovada este ano
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RIO - O presidente eleito, Jair Bolsonaro disse, na tarde desta segunda-feira, que a reforma da Previdência dificilmente deve ser aprovada este ano. E informou que vai conversar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na quarta-feira, para discutir a questão.

- A gente tá achando que dificilmente se aprova no corrente ano - disse para completar: - Não é essa reforma que eu quero. Você tem que reformar? Tem. Mas tem que ser de forma racional. Não apenas olhando o número, mas o social também - explicou na entrada do condomínio onde mora no Rio, após sair para ir ao banco.

Em Brasília, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni , afirmou que há uma tendência de mudanças na Previdência ficarem para 2019 . Propostas de mudanças infraconstitucionais serão apresentadas ao presidente eleito Jair Bolsonaro nesta terça-feira, mas Onyx sinalizou dificuldades para votar qualquer proposta neste ano.

— Essas propostas (infraconstitucionais) serão apresentadas para o presidente Jair Bolsonaro para sua análise, mas a tendência é que fique para o ano que vem — afirmou Onyx.

O presidente eleito negou que tenha desmarcado reuniões com  Maia, e com o presidente do Senado, Eunício Oliveira.

- Eu falei para a minha assessoria em Brasília que eu queria visitar a Câmara e do Senado. Daí eles marcaram audiência, e eu não quero audiência, porque eu falo com eles pelo telefone e eles falam comigo. Não precisa de audiência - disse.

Bolsonaro disse ainda que não conversou com o recém-anunciado presidente do BNDES, Joaquim Levy. Ele afirmou que o contato foi feito inicialmente por Paulo Guedes, e que "fechou questão" com a indicação, porque Guedes "está bancando o nome Joaquim Levy".

- Guedes é que está bancando o nome Joaquim Levy. Teve reações por ter servido a Dilma e o Cabral. Mas nenhum processo, não tem nada contra ele, e esse é o argumento do Paulo Guedes, e eu tenho que acreditar no Paulo Guedes. E ele que é o nome certo para que o BNDES ande.

Ainda sobre o BNDES, o presidente disse que planeja abrir a caixa-preta do banco.

- Vai ser aberta. Na primeira semana, não haverá mais nenhum sigilo no BNDES. São números que nós temos que tornar público: empréstimos a outros países, qual é a garantia, se não foi o tesouro, a quantidade. Nós queremos botar na mesa para todos vocês da imprensa tomarem conhecimento de todas as transações feitas pelo BNDES.

Os nomes dos presidentes da Petrobras e do Banco Central ainda não foram definidos, segundo Bolsonaro:

-  O Paulo Guedes conversou comigo hoje e ainda não bateu o martelo. Amanhã, ele deve bater o martelo em mais algum nome.

Bolsonaro disse ainda que, na conversa que teve hoje cedo com Paulo Guedes, discutiu nomes para outros ministérios, como o de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), cotado para assumir a pasta da Saúde.

Segundo o presidente eleito, umas das prioridades do novo ministro da Saúde será "economizar dinheiro". Bolsonaro afirmou que pretende implantar o sistema de prontuário eletrônico: 

- Não dá para o indivíduo fazer um exame aqui hoje e daqui a dois meses, em outro estado, ter de fazer exame. E não dá mais pra investir mais na Saúde.

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