O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa neste sábado (4) dois meses em prisão domiciliar, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada em 4 de agosto, após o ex-presidente descumprir medidas cautelares relacionadas à investigação que apura sua atuação, e a do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em suposto plano contra a soberania nacional.
Desde então, Bolsonaro está proibido de usar redes sociais e de receber visitas, com exceção dos filhos, advogados e pessoas autorizadas pelo STF. Durante o período, ele já recebeu mais de 30 visitas, entre parlamentares, aliados políticos e familiares. A lista inclui nomes como Tarcísio de Freitas, Rogério Marinho, Damares Alves e Valdemar Costa Neto.
No período da prisão domiciliar, o ex-presidente também foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado em 2022. O julgamento durou duas semanas, e Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e deterioração de patrimônio público.
A defesa do ex-presidente protocolou novo pedido de revisão da prisão domiciliar, alegando que ele não foi incluído em denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados também pedem a revogação de restrições impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com autoridades e diplomatas estrangeiros.

