Em nota, o Greenpeace afirmou que ainda não foram divulgados pela Justiça russa os detalhes sobre as condições e restrições impostas àqueles que ganharem liberdade provisória. "Não se sabe, portanto, se Ana Paula poderá deixar o país ou receber visitas. Essas informações devem ser esclarecidas nos próximos dias", disse a ONG. "Meu coração de mãe sempre me disse para eu manter a fé. Mal posso esperar para ter minha amada filha nos meus braços e de volta para casa. Sabemos que o caso ainda não terminou, mas minha filha é uma guerreira e superará tudo isso no final", afirmou Rosangela Maciel, mãe de Ana Paula, segundo o Greenpeace.
Até agora, de acordo com a ONG, a Justiça russa concedeu liberdade provisória, sob fiança, a 18 pessoas do grupo de ativistas. O pagamento está sendo providenciado pelos advogados. Onze pessoas ainda aguardam suas audiências. E um deles, o australiano Colin Russell, teve a prisão estendida por três meses.
"As imagens da nossa querida amiga Ana Paula saindo do Centro de Detenções é algo que milhões de pessoas ao redor do mundo vão receber como sinal de esperança. Esperamos que os outros 29 guerreiros tenham o mesmo destino, que possam voltar para suas famílias e que sua mensagem pelo Ártico alcance as pessoas", afirmou o diretor executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo. "Porém, nenhum de nossos amigos estará, de fato, em liberdade enquanto as acusações continuarem de pé e enquanto eles não puderem voltar para suas casas". A situação da brasileira é um dos principais temas do encontro entre o chanceler Luiz Alberto Figueiredo e o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, que ocorre nesta quarta em São Petersburgo.

