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Aumenta o número de brasileiros votando fora do país

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RIO -  O envolvimento dos brasileiros com as eleições não se limitou ao território nacional. Mais de 500 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país e a votação já foi concluída em diversos países da Ásia e da Oceania, como Nova Zelândia, Austrália, Japão.

Neste ano, serão utilizadas 744 urnas nas seções no exterior. Em 2014, o total de eleitores brasileiros fora do país chegou a 354.184.

O primeiro país onde o pleito terminou foi a Nova Zelândia, seguido por Austrália, Japão, Coreia do Sul, Nepal, Índia, Tailândia, Vietnã, Indonésia, China, Timor Leste, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Filipinas, Malásia, Omã e nos Emirados Árabes Unidos.

A faixa etária com o maior volume de eleitores no exterior é a que reúne cidadãos entre 35 e 39 anos de idade.

Segundo dados do Cadastro Eleitoral, a maioria do eleitorado brasileiro no exterior pertence ao gênero feminino, totalizando 292.531 eleitoras que representam 58,4% do total de cidadãos aptos a votar em outros países.

Em Portugal, a participação bateu recorde: 39.244 votantes brasileiros . O país é a maior zona eleitoral do continente europeu, apresentando crescimento de 27% em relação à última eleição presidencial, segundo dados fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores.

Quase 150 brasileiros faziam fila para votar antes mesmo da abertura do portão da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A votação para presidente do Brasil, que ocorre das 8h às 17h no horário local, seguiu tranquila 

Destino preferencial de quem pensa em deixar um Brasil em crise, Portugal possui 21% dos eleitores brasileiros na Europa. Não por acaso, a polarização do país também cruzou o outro lado do Atlântico. Uma manifestação contra o candidato Jair Bolsonaro em Lisboa no sábado retrasado reuniu centenas de manifestantes.

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Episódios de tensão entre eleitores a favor e contra Bolsonaro ocorrem comuns em ruas e bares.  Uma das organizadoras do eventoconta a atriz fluminense Samara Azevedo, de 31 anos, conta que não chegou a presenciar violência física, mas testemunhou momentos de atrito:

— Estava no bar e vi um rapaz de camisa vermelha, escrita “não vai ter golpe”, sendo ofendido por um eleitor do Bolsonaro. Não aguentei e me meti. No final, quando tentávamos dialogar sobre estupro, o apoiador do Bolsonaro disse que não me preocupasse, pois “ninguém ia mesmo querer me estuprar”.

Maior colégio eleitoral fora do país, com mais de 160 mil brasileiros, os EUA também viram um aumento de eleitores. Cerca de 13 mil brasileiros se inscreveram para votar em Washington, contra 10.575 em 2014 e 5.773 em 2010.

Alguns, como a carioca Katya Hudson, de 49 anos, votaram pela primeira vez no exterior. Ela vive há 21 na região de Washington, nos EUA.

— Nunca votei no exterior, mas este ano vim pelo Bolsonaro, para acabar com isso. Voto nele por não ser corrupto, o Brasil precisa disso — disse ela, que relutou em falar ao GLOBO por “não acreditar na imprensa do Brasil”.

Na última eleição presidencial, 34,7% dos aptos a votar compareceram às urnas.  Já entre as cidades estrangeiras, as norte-americanas Boston e Miami contam com os maiores números de eleitores brasileiros no exterior. Boston dispõe de 35.044 eleitores inscritos e Miami tem 34.356.

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