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Ato reúne manifestantes contra Temer na Paulista

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SÃO PAULO- Grupos contrários ao presidente Michel Temer ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, onde chove durante todo o ato e termômetros marcando 19 graus. Centenas de manifestantes se concentram no vão do Masp, alguns com instrumentos musicais. Representantes de grupos sindicais se concentraram em cima de um caminhão de som.

O ato deste domingo foi convocado pela Frente Brasil Popular e o Povo Sem Medo. Grupos que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Pra Rua, chegaram a marcar protestos, mas desistiram. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, participa do ato.

Com camisa preta em que se lê "Fora, Temer", o casal Carmelo Tocci, de 65 anos, e Fátima Tocci, de 42, se diz "perplexo" com a situação do país e pede por mais investimento na educação.

— Estamos perplexos porque parece que isso não tem fim. Vivemos numa irrealidade onde grandes empresas tomaram o poder. E toda forma de poder é corrupta. Pior é que, se o Temer cai, como fica depois? Precisamos de alguém para dar mais educação a esse povo. Só assim se combate a corrupção — diz Carmelo.

— A esquerda sai fortalecida disso tudo e ela voltará a governar o país — diz fátima.

A reforma da Previdência também está na pauta dos manifestantes. Representante da Força Sindical, João Carlos Gonçalves defende a manutenção dos direitos dos trabalhadores.

— Se alguém for eleito no lugar de Temer, não deverá esquecer o direito dos trabalhadores. Não queremos mudanças nos nossos direitos - afirma Gonçalves.

Líderes de diversos movimentos concentram seus discursos em pedidos de “Diretas-Já”, enquanto os manifestantes se protegem do frio. Uma possível indicação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à Presidência também foi criticada. O presidente da Nova Central, Luiz Gonçalves, o Luizinho, disse que haverá ocupação em Brasília nos próximos dias.

Em seu discurso, o vereador Eduardo Suplicy (PT) lembrou uma promessa feita pelo presidente Temer, de afastar seus ministros denunciados na Lava-Jato. Por isso, apontou o petista, o presidente teria que fazer o mesmo, já que o STF abriu inquérito contra ele.

— Queremos eleições diretas imediatamente — gritou Suplicy.

Também presente no ato, o senador Humberto Costa disse que a manutenção de Temer no poder poderá agravar a condição econômica do país.

— Queremos a saída de Temer, mas ao mesmo tempo eleger imediatamente um novo presidente — disse ele.

Numa fala breve, o presidente do PT, Rui Falcão, também saiu em defesa de novas eleições.

— O governo Temer acabou, está sem legitimidade. Só lhe resta um caminho, o de entregar ao povo a decisão para a solução da crise, que é o voto na urna — afirmou Falcão.

Guilherme Boulos, líder do MTST, afirmou que o grupo também não aceitará o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou mesmo a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),ministra Cármen Lúcia, no lugar de Temer. Eles estão na linha sucessória da Presidência.

— Se botarem Rodrigo Maia, vai ser "Fora, Rodrigo Maia". Se colocarem Carmen Lucia, é "Fora, Carmen Lúcia". A única saída é chamando o povo para decidir — disse Boulos.

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