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Assessor de Bolsonaro pode ficar em silêncio na CPI da Covid

Assessor de Bolsonaro pode ficar em silêncio na CPI da Covid
Assessor de Bolsonaro pode ficar em silêncio na CPI da Covid

O assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, poderá ficar em silêncio em seu depoimento à CPI da Covid, em funcionamento no Senado, e tem a garantia de não se autoincriminar se for instado a responder perguntas cujas respostas possam resultar em seu prejuízo.

De acordo com o Conjur, esta foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao atender parcialmente vários pedidos do advogado Alexandre Manssur, que representa o assessor. O relator também garantiu que não sejam dirigidos a Martins questionamentos acerca de uma ação penal a que Martins responde (1022041-26.2021.4.01.3400), por ter feito um gesto racista no Senado.

Durante um depoimento do ex-ministro das Relações Exteriores no Senado, Martins foi flagrado fazendo um gesto identificado como os de supremacistas brancos norte-americanos e formando as iniciais "WP" (white power). Ele está sendo investigado pelo incidente em ação que corre na Justiça Federal em Brasília.

"O privilégio contra a autoincriminação em momento algum consagra o direito de recusa de um indivíduo a participar de atos procedimentais, processuais ou previsões legais estabelecidas licitamente. Dessa maneira, desde que com absoluto respeito aos direitos e garantias fundamentais do investigado, os órgãos estatais não podem ser frustrados ou impedidos de exercerem seus poderes investigatórios e persecutórios previstos na legislação", escreve o ministro Alexandre em seu voto.

Inicialmente, o depoimento do assessor estava previsto para acontecer nesta quinta-feira (24). No entanto, o depoimento acabou adiado e agora não tem data definida.

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