"A delegada não estava para assinar o registro, mas saí de lá com o protocolo, que eles disseram que valeria como documento para fazer a prova", contou. Thamara e a irmã chegaram ao local do exame ainda em tempo, localizaram a sala, mas a estudante foi impedida de fazer a prova.
Seria sua segunda tentativa e ela tem como objetivo fazer faculdade de Direito. "É um absurdo, fui prejudicada duas vezes", lamentou Thamara. "Além de não me deixarem fazer o Enem, ainda queriam que eu ficasse dentro da escola até o portão ser aberto."
Outro que disse ter sido vítima da violência e não conseguiu fazer a prova foi o estudante Felipe Augusto, de 17 anos. Ele contou ter sido assaltado durante a semana e tentou fazer a prova usando uma certidão de nascimento. Não conseguiu. Augusto passou a tarde deste sábado (26) esperando a irmã, de 19 anos, concluir o exame no mesmo local onde ele faria a prova.

