Após a suspensão temporária da validade da delação premiada de Joesley Batista e Ricardo Saud, o Supremo Tribunal Federal (STF) poderá decidir, na quarta-feira, qual será o destino do acordo firmado pelos executivos da JBS com a Procuradoria-Geral da República.
Seis dos onze ministros da Corte já disseram ao GLOBO que são favoráveis à manutenção das provas, mesmo que o acordo seja rescindido definitivamente, e os benefícios dos delatores — como a imunidade penal —, cancelados.
Caso o Supremo decida anular o acordo por completo, provas robustas apresentadas, principalmente, contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) serão jogadas fora.
(Colaborou Miguel Caballero)

