As 28 mil toneladas de açúcar que estavam no armazém se transformaram em uma "cachoeira de caramelo", que passou por cima dos muros do porto seco e invadiu ruas e quintais das casas. Foram feitas barreiras de contenção para evitar que o material entrasse ainda mais nas casas, mas 17 pessoas que moram nas redondezas tiveram de ser retiradas de suas casas e levadas para hotel e casas de parentes. O cheiro de açúcar queimado é muito forte em toda a cidade e incomoda os moradores.
O caramelo também poluiu o rio São Domingos, causando morte de peixes, informou José Mário Ferreira de Andrade, engenheiro da Cetesb. Outro problema é com a segurança de um armazém, ainda maior, anexo ao que pegou fogo. Os bombeiros temem que este armazém também possa se incendiar porque o primeiro corre risco de desabar. Suas paredes não estariam suportando a grande quantidade de açúcar queimado que, depois de resfriado, se transforma num material duro e pesado, forçando as paredes internas para fora.

