O aumento, segundo a categoria, seria de apenas 1,38% por causa da inflação. "Os policiais militares ainda estão aprendendo que não se deve acreditar nas palavras da política", afirmou o deputado estadual Major Olímpio (PDT), logo após a votação. "Achávamos que prosseguiria uma negociação. Mas era apenas uma ação de protelar para depois enterrá-los (os PMs) vivos."
O major disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido conversar com a categoria para discutir outras possibilidades. Os PMs pedem aumento de 15% neste ano e mais 10% para 2014.
O líder do governo, deputado Barros Munhoz (PSDB), admitiu que a porcentagem de aumento é pequena. "Também acho que o reajuste é baixo. Mas o efetivo das polícias civil, militar e técnico-científica é grande demais. Então, qualquer 1% é uma verdadeira fortuna. Esse reajuste, mesmo baixo, custa cerca de R$ 1 bilhão por ano", diz.
Cinquenta deputados votaram a favor do projeto - de um mínimo de 48 para obter aprovação -, 23 foram contra e um se absteve. O PLC já havia sido colocado em votação outras duas vezes na semana passada, mas não obteve votos suficientes. O governador precisa sancionar o projeto.
Polêmica
Em setembro, a reportagem revelou projeto de lei de Alckmin para aumentar em 25,7% os salários de delegados, escrivães e investigadores. O anúncio de desvincular os salários dos delegados de polícia dos valores pagos aos oficiais da PM abriu uma crise.
"Acabaram de sepultar o que restava de equidade entre policiais", reclamou Olímpio. Embora seja da base de Alckmin na Assembleia, o major foi o organizador de várias manifestações de policiais desde 25 de setembro.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

