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Após serem ameaçados pelo MST, ativistas pró-impeachment são atropelados

Por Portal Do Holanda

24/05/2015 14h54 — em
Brasil



BRASÍLIA - Dois ativistas da Marcha da Liberdade, do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri e uma jovem de nome Amanda, foram atingidos por um acidente de carro neste sábado a noite, quando se aproximavam de Alexânia (GO), a 120 quilômetros de Brasília. Segundo a assessoria de Imprensa da Polícia Rodoviária Federal, um fazendeiro da região, José Lino, dirigia embriagado uma caminhonete S10 e bateu na traseira de um Corsa, que atingiu os dois ativistas.



Amanda , por causa de uma pancada na cabeça, foi levada para o Hospital de Urgência de Anápolis e está em observação. Kim teve ferimentos leves no braço e não foi hospitalizado. O motorista que causou o acidente estava com o dobro do teor alcoólico permitido no sangue e está preso. A marcha chega hoje a Brasília, em Taguatinga, por volta das 16 horas.

Segundo vídeo postado por Renan Santos, um dos líderes do MBL, o acidente ocorreu por volta das 19 horas de sábado.

- Por sorte atingiu o carro e não o pessoal que estava marchando - disse Renan, pedindo apoio aos feridos.

Na quarta-feira, dia 27, os líderes do Movimento Brasil Livre e outros 14 movimentos populares esperam reunir cerca de 30 mil pessoas em frente ao Congresso Nacional em um ato que antecederá a entrega de um pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

ATO E ENTREGA DO PEDIDO

Apesar da decisão dos líderes das oposições ter sido unânime e consensual de apenas apresentar uma ação penal contra a presidente, o ato do MBL será apoiado por parlamentares e lideres do Democratas, PSDB e outros partidos da oposição. Os líderes da oposição argumentam que a ação criminal acabará resultando no afastamento da presidente Dilma via PGR e Supremo Tribunal Federal, mas avaliam que um pedido de impeachment de iniciativa popular aumentará a pressão sobre o Congresso.

Os 20 ativistas do MBL que iniciaram uma marcha em São Paulo no dia 24 de abril, chegam a Esplanada às 14 horas da próxima quarta-feira, quando acontecerá o encontro de cerca de 100 caravanas e militantes do país inteiro. O pedido de impeachment será assinado pelos coordenadores Rubens Nunes Filho, Renan Santos e Kim Kataguiri, e terá o apoio de outros 13 movimentos.

Como a ação da oposição na PGR, o fundamento jurídico do pedido do MBL são as pedaladas fiscais investigadas pelo Tribunal de Contas da União, acrescido de omissão da presidente Dilma nos fatos apurados pela Operação Lava-Jato na Petrobras e a nomeação de Graça Foster durante o Petrolão.

- Entendemos que foi uma decisão equivocada principalmente do senador Aécio Neves. A ação criminal não passa de uma tentativa de colocar panos quentes no assunto. Se tem fundamento para a ação, porque não tem para o impeachment? No caso das pedaladas existe a materialidade e indício de autoria do crime. Foi um artifício criado no gabinete do Aécio que não expressa a vontade da população. Quem confia num Supremo de maioria petista para dar prosseguimento a essa ação ? - critica Rubens Nunes Filho, do MBL.

Defensor da tese da ação criminal desde o início, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) diz que 18 pedidos de impeachment contra Dilma já foram arquivados no Congresso. E o peso de uma petição assinada pelo ex-ministro Miguel Reale na PGR, acredita, forçará o procurador Rodrigo Janot e o Supremo a levar o pedido de abertura de inquérito à Câmara.

- Estão criticando por que não sabem as dificuldades de um impeachment. A ação é a iniciativa mais razoável e segura. Além do risco de o presidente Eduardo Cunha arquivar, como já disse que vai, precisaríamos de 342 votos para aprovar. E a ação também vai levar ao afastamento da presidente Dilma, com o peso de uma petição do ex-ministro Reale, o Janot não tem como arquivar. Principalmente depois que o Teori disse que Dilma pode ser investigada - disse Aloysio Nunes.

Líder do Democratas, o senador Ronaldo Caiado (GO) também defende a ação, e reafirma que foi uma posição consensual de todos os partidos de oposição, apesar do risco de reação dos movimentos de rua. Ele tem apoiado a marcha do MBL e é um dos que estarão com parlamentares tucanos no ato da próxima quarta-feira para a entrega do pedido de impeachment.

- Todos nós defendemos, em peso, a ação na PGR contra Dilma, além de continuar a luta pelo impeachment. Vamos receber o MBL e acompanhar a entrega do pedido. Ninguém tem mais prerrogativa do que esses jovens para encaminhar um pedido de iniciativa popular - disse Caiado.

- Participaremos do ato e vamos acompanhar a entrega do documento de iniciativa popular. A bancada do PSDB da Câmara vai toda - confirmou o deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), líder da minoria na Câmara.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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