Os jornalistas da Rede Record, Leandro Stoliar e Gilson Souza, presos na Venezuela, foram liberados na madrugada deste domingo (12), mas tiveram o material jornalístico produzido retido pelo governo da Venezuela.
De acordo com o site Uol, os brasileiros e mais dois ativistas venezuelanos José Urbina e María Jose Túa, gravavam imagens da ponte de Nigale, uma obra inacabada da construtora Odebrecht, na cidade de Maracaibo, quando foram abordados pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) e levados a sede do órgão no estado de Zulia. No local eles tiveram seus telefones celulares tomados e foram obrigados a permanecer ali por mais de 10 horas sem comunicação alguma. Ainda não se sabe ao certo o que aconteceu nesse período, se eles foram interrogados ou ficaram isolados em alguma cela.
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Em nota a Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), condenou a ação do governo de Nicolás Maduro e o acusou de exercer um regime ditatorial no país. O Itamaraty também informou que a Venezuela não comunicou a prisão dos brasileiros e que só soube do caso, por que a Rede Record entrou em contato com a entidade.
Segundo a assessoria da emissora, os dois jornalistas estão a caminho de Caracas em um voo da polícia e devem chegar ao Brasil nesta segunda-feira (13). A emissora não informou se os equipamentos dos profissionais foram devolvidos, mas fez questão de deixar claro a sua indignação contra o governo do país vizinho afirmando que "repudia esta atitude violenta e radical que fere a liberdade de imprensa".

