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Após operação, ex-mulher de Cabral rejeita ‘medidas extremas’

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RIO - Susana Neves, ex-mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira, por meio de nota, que “nunca ocultou obras de arte ou outro bem de quem quer que seja”. Ontem, aem dois endereços de Susana Neves em Petrópolis (RJ) e São João del-Rei (MG). No texto assinado por Susana e seu advogado, Sérgio Riera, a ex-mulher de Cabral disse que está à disposição das autoridades para prestar quaisquer informações, não sendo necessária a adoção de medidas extremas.

Foram descobertos 29 quadros e 61 conjuntos mobiliários, a maioria antiguidades, guardados por Susana na cidade mineira, além de 19 objetos de arte em Araras, Petrópolis, o que reforça a suspeita dos investigadores de que a ex-mulher ajudou na lavagem do dinheiro recebido ilegalmente por Cabral.

Uma serigrafia da série “O Beijo”, de Rubens Gerchman, e uma camisa do Santos autografada por Pelé estão entre os objetos apreendidos. A busca foi autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, depois que vizinhos da propriedade de Susana em São João del-Rei perceberam, entre janeiro e fevereiro, a chegada de grande quantidade de obras de arte no imóvel, formado por três casas. A procuradora da República Marisa Ferrari, integrante da força-tarefa, disse que a investigação caminha para uma denúncia contra a ex-mulher de Cabral por lavagem e participação em organização criminosa.

“Susana Neves Cabral esclarece que nunca ocultou obras de arte ou outro bem de quem quer que seja.

Como afirmando em seu depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal em 26 de janeiro último, sempre esteve, e está, à disposição das autoridades para prestar quaisquer informações, não sendo necessária a adoção de medidas extremas”.

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