O ex-ministro Eduardo Pazuello, volta mais uma vez à CPI da Covid, nesta quinta-feira (20), para dar seguimento às explicações sobre a crise do oxigênio em Manaus a ações do ministério durante a pandemia.
O depoimento de ontem do general irritou senadores por trazer grandes contradições e quase nenhuma informação considerada relevante para a Comissão. Pazuello ainda deixou o clima ainda mais tenso ao tentar impor quais perguntas deveriam ser feitas pelo presidente, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros.
Protegido por um habeas corpus, que garantia o silêncio dele para não se autoincriminar, Pazuello deu respostas vagas e defendeu o presidente afirmando que nunca havia recebido ordens do presidente para usar cloroquina no tratamento precoce da covid.
Ele falou também sobre as negociações com o Butantan e disse que só tomou conhecimento da falta de oxigênio nos hospitais de Manaus no dia 10 de janeiro e não no dia 7 como afirmam as autoridades do Amazonas.
Ele também insistiu que houve sim respostas às propostas da Pfizer, ao contrário do que revelou o executivo da empresa e o ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social do Governo Federal, Fábio Wajngarten.
Após muita polêmica, Eduardo passou mal e a sessão foi suspensa, ela deve ser retomada às 8h (horário local).


