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Após ataque às escolas, atirador foi almoçar com pais e seguiu para casa de praia

Após ataque às escolas, atirador foi almoçar com pais e seguiu para casa de praia
Após ataque às escolas, atirador foi almoçar com pais e seguiu para casa de praia

O atirador, de 16 anos, que matou três professoras e uma aluna e deixou 10 feridos durante ataque em escolas, em  Aracruz, no Espírito Santo, na sexta-feira (25), guardou as armas, almoçou e seguiu para a casa de praia com os pais depois do crime.

Os detalhes do crime foram divulgadas pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (28).

O ataque teve início por volta de 9h30 e o adolescente foi apreendido por volta de 14h. Segundo o superintendente de Polícia, o delegado João Francisco Filho, o criminoso agiu naturalmente enquanto era conduzido até a prisão.

"Ele volta pra casa em coqueiral, pega todos os objetos que usou na ação e guarda para que os pais não desconfiassem que ele tinha usado. Coloca tudo onde estava e fica no interior da casa como se nada tivesse acontecido. Os pais chegam e ele reagem naturalmente", contou o delegado.

Selena Sagrillo, Maria da Penha Banhos, Cybelle Bezerra e Flavia Amos, vítimas do ataque a escolas em Aracruz — Foto: Reprodução/ TV Globo

Quando os policiais chegaram à casa de praia onde o adolescente estava, ele negou o crime, mas depois confessou. Eles voltaram à casa da família, e o menor mostrou onde guardou as armas e roupas usadas no crime.

"Ele disse que escolheu aleatoriamente as vítimas, como a primeira sala era a dos professores, foi a sala que ele teve acesos mais fácil", conta o delegado.

O delegado que a frente do caso, André Jaretta, contou que o assassino é um "simpatizante de ideias nazistas" e confessou que planejava os ataques desde 2020. 

“Os pais deixaram claro que ele fazia acompanhamento com psicóloga e psiquiatra, tomava medicação, mas não se abria muito”, contou Jaretta.

O adolescente usou as armas do pai é tenente da PM, no ataque as escolas. Por esse motivo, a Polícia Militar do Espírito Santo vai abrir im processo administrativo para apurar como o adolescente teve acesso às armas do pai.

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