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Anvisa libera uso emergencial de novo lote da CoronaVac

Anvisa libera uso emergencial de novo lote da CoronaVac
Anvisa libera uso emergencial de novo lote da CoronaVac

Em decisão unânime, por cinco votos a zero, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (22) o uso emergencial de um novo lote da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. São 4,8 milhões de doses para reforçar a vacinação dos grupos prioritários, que começou no último domingo com 6 milhões de doses.

O pedido de uso emergencial foi apresentado pelo Butantan na segunda-feira e a resposta saiu sexta - no quarto dos dez dias de prazo para o anúncio da decisão. Diferentemente da reunião sobre o primeiro pedido, dessa vez o encontro foi virtual e durou menos de uma hora e meia.

Ao concluir a reunião, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, lembrou da necessidade de manter as pesquisas com as vacinas, para que seja possível ter o registro permanente o quanto antes. Barra Torres destacou que o uso emergencial é bastante limitado.

A partir de agora, a aprovação do uso emergencial será automática para a CoronaVac nas duas situações já autorizadas: quando vierem prontas da Sinovac ou quando forem apenas envasadas no Brasil, nas mesmas condições atuais.

E, a exemplo do que já havia ocorrido no primeiro pedido de uso emergencial feito para a CoronaVac, os diretores da Anvisa lembraram que ainda faltam informações sobre a quantidade e a duração dos anticorpos produzidos pela vacina. No termo de compromisso assinado no último domingo, o Butantan se comprometeu a apresentar esses dados até o dia 28 de fevereiro.

Essa autorização teve algumas diferenças em relação à primeira. A principal é que, em vez de receber as doses prontas do laboratório Sinovac, as vacinas foram envasadas já no Brasil. Como as doses são de apenas meio mililitro, o Butantan optou por, em vez de colocar uma dose por ampola, envasar dez doses por frasco.

A diretora da Anvisa responsável pela relatoria do pedido, Meiruze Freitas, frisou que é importante alertar os profissionais de saúde sobre essa mudança.

Os diretores da Anvisa também ressaltaram que não existem estudos para afirmar que a CoronaVac pode ter alguma eficácia se a segunda dose for aplicada fora do intervalo definido na bula, de 14 a 28 dias após a primeira. Por isso, recomendaram que a estratégia de vacinação respeite essa regra. Durante a semana, alguns prefeitos anunciaram que ampliariam o público que receberia a primeira dose, mesmo sem a garantia de ter a segunda em até 28 dias.

No caso da Covishield, desenvolvida pela universidade inglesa de Oxford em parceria com a AstraZeneca e a Fiocruz, os estudos demonstram que a primeira dose tem 71% de eficácia e, com a segunda, a vacina tem efeito superior a 90%. Além disso, a segunda dose da Covishield pode ser aplicada até 12 semanas depois da primeira.

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