"Além de só haver um ventilador em uma sala lotada, era daqueles bem barulhentos", relatou a estudante. Muitos alunos não aguentaram a situação e reclamaram durante a prova.
O mesmo problema foi relatado pela estudante Beatriz Maria Machado Lustosa que fez o exame na Escola Estadual Diogo Feijó, localizada no bairro Floresta. Candidata ao curso de Engenharia Florestal, a treineira disse que ao meio-dia "o calor estava insuportável".
No Acre, mais de 58 mil estudantes se inscreveram para participar do Enem. Proporcionalmente, é o maior número de inscritos no País.
Além do calor, alguns estudantes do Estado enfrentaram dificuldade geográfica. Nos municípios isolados de Santa Rosa do Purus e Jordão, o governo do Acre teve que prover meio de transporte para que 96 alunos fizessem as provas em outras cidades.
Um grupo de 22 estudantes de Santa Rosa veio para a capital. O custo estimado pela Secretaria de Estado de Educação foi de R$ 100 mil. Até o ano passado, o transporte desses alunos era feito de barco. Mas os pais alegaram insegurança. O governo cedeu e, este ano, fez o transporte dos estudantes de avião bimotor.

