BRASÍLIA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, , criticou nesta quarta-feira a concepção e a implementação da PEC do pelo governo Michel Temer. Alckmin criticou a concessão de reajuste escalonado ao financiamento público concedido no início da atual gestão em 2016, que prevê aumentos até o próximo ano.
— Se dá um aumento de pessoal desse tamanho, não vai sobrar para custeio, investimento. A saúde vai entrar em colapso. O teto (de gastos) não foi concebido razoavelmente. Não foi cumprido adequadamente — afirmou Alckmin, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.
Ele afirmou que o país precisa voltar a crescer, controlando os gastos públicos. Citou como uma medida a redução do número de empresas estatais, destacando que existem 146 atualmente.
Alckmin voltou a defender que déficit primário seja zerado em dois anos. Ele destacou que no próximo ano será o sexto em que o governo gasta mais do que arrecada.
— Precisamos reduzir o déficit primário. Será o sexto ano consecutivo. Temos que em menos de dois anos zerar isso. Pelo lado de cortar desperdício, da boa gestão — afirmou.
O presidenciável prometeu ainda aumentar recursos para os municípios investirem em saneamento básico por meio do montante arrecadado pelo governo federal com tributos no setor.

