BRASÍLIA - O governo vai acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) para fazer perícias nos e cobrar o prejuízo dos responsáveis na Justiça. Os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) defenderam a convocação de militares ontem, e afirmaram que não houve incidentes envolvendo as Forças Armadas.
— A mensagem do presidente é que não há democracia sem ordem. A ordem é basilar para a democracia — disse Jungmann, e emendou:
— A desordem não será tolerada. E será combatida dentro da lei, de acordo com a Constituição Federal.
O chefe da Defesa recuou: disse que houve "mal entendido" entre o Planalto e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Agora, .
— Foi um mal entendido. Já liguei para Rodrigo Maia dei explicações, dizendo que se tratou de um mal entendido em termos de comunicação.
A perícia pedida pelo Planalto será feita, segundo Jungmann, em toda a Esplanada, para que os responsáveis por vandalismo respondam "criminalmente e penalmente".
O pronunciamento dos ministros da Defesa e Gabinete de Segurança Institucional foi marcado pela defesa da aplicação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de contemporizar o mal-estar com o presidente da Câmara e com o governo de Brasília. Nesta quarta-feira, após o protesto, o governo local emitiu nota dizendo que houve "surpresa" com a medida "extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do governo de Brasília".
— Não vou, absolutamente, alimentar querela com o senhor governador do DF — declarou o general Etchegoyen.
Jungmann chegou a ler trecho da Constituição para argumentar que a medida era legal e para retrucar críticas de parlamentares da oposição. O ministro citou que a ex-presidente Dilma Rousseff já lançou mão de reforço federal em manifestações, em 2013 no Rio, por conta de protesto contra o Leilão do Campo de Libra. Ainda de acordo com o chefe da Defesa, já houve 29 invocações da Garantia da Lei e da Ordem de 2010 a 2017.

