BRASÍLIA — A defesa do presidente Michel Temer pediu nesta sexta-feira que o inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) seja distribuído livremente. Isso significa sair das mãos do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na corte, para ser sorteado novamente entre todos os integrantes do STF.
Na última terça, quando ainda estava analisando se faria esse pedido, o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, negou que quisesse tirar o inquérito de Fachin e disse torcer para que caísse de novo com ele. Mas destacou que o processo não tem relação com a Petrobras e, por isso, não faz parte da Lava-Jato. Assim não poderia ter ido automaticamente para Fachin, como ocorreu.
"Essa, aliás, tem sido a recente diretriz seguida por esse STF! Um exemplo claro, público e notório são as muitas cisões de procedimentos originados das delações de executivos da Odebrecht. Permanece no STF apenas os feitos relativos àqueles investigados detentores da prerrogativa do foro especial ou hipóteses de íntimo e indissolúvel liame processual", diz trecho do documento assinado por Mariz e mais dois advogados: Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga e Gustavo Bonini Guedes.
Temer é investigado por corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça.

