Advogada suspeita de matar pai e avó do ex enviava ameaças por perfis fakes
Amanda Partata, a mulher suspeita de matar o pai e a avó do ex-namorado em Goiânia, mantinha ao menos seis perfis fakes nas redes sociais para ameaçar o homem e os familiares. As ameaças também chegavam via mensagens de texto por mais de 100 números diferentes de telefone.
“Depois não adianta chorar em cima do sangue deles”, dizia uma delas.
Segundo a polícia, a mulher chegou a enviar mensagens dizendo que ia matar até ela mesma: "Vou matar você e a sua namoradinha", afirma em outra.
Leonardo Filho também recebia ligações anônimas com conteúdos semelhantes. O ex-namorado procurou a delegacia e denunciou a perseguição e as ameaças, sem suspeitar que Amanda era a autora de tudo.
“A partir de técnicas próprias da polícia e em contato diretamente com a empresa Meta, que é responsável pelo Facebook e Instagram, nós temos essa certeza de que esses perfis eram utilizados pela Amanda (...) Nós também descobrimos que os 100 números, que faziam ameaças por SMS e ligação, na verdade se tratava de uma tecnologia que mascara um número original. Esse número original era cadastrado no nome do irmão da Amanda, mas ela, por uma desatenção, colocou o e-mail e número dela como os de recuperação no programa”, disse o delegado Carlos Alfama, durante coletiva nesta quinta-feira (21).
Carlos contou que enquanto a advogada aterrorizava a vida do namorado, fingia uma gravidez e arquitetava o assassinato do pai e da avó de Leonardo.
Nesse período, ela chegou a realizar um chá de bebê e apresentou diversos exames que atestaram a gravidez. A polícia ainda investiga se eles foram fraudados, já que o exame feito por peritos aponta que a mulher não está grávida.
Na audiência de custódia, nessa quinta-feira, ela alegou que perdeu o bebê. A família de Leonardo, porém, não foi informada sobre o aborto.
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