Advogada de adolescente estuprada vai pedir saída de delegado do caso
Eloisa Samy Santiago, advogada da garota de 16 anos que sofreu estupro coletivo na zona Oeste do Rio de Janeiro na última semana, irá pedir a saída do delegado Alessandro Thiers do caso. A advogada afirma que o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) estaria criminalizando a vítima nas investigações.
"Ele está criminalizando e culpabilizando a vítima. Uma das perguntas que fez ontem, e que fiquei absolutamente estarrecida e indignada, foi se a vítima tinha por hábito fazer sexo em grupo. Isso para uma vítima de estupro coletivo. Encerrei o depoimento”, afirmou.
Eloisa afirmou que por conta disso, vai acionar a Promotoria da Infância e Juventude:
"Espero que isso chegue às autoridades máximas do estado. Quando você tem o próprio delegado criminalizando e culpabilizando a vítima, você entende por que tantas mulheres deixam de levar ao conhecimento das autoridades as denúncias sobre abuso sexual e violência. Isso é um exemplo perfeito e acabado. Mesmo com toda a atenção da mídia e com repercussão internacional do caso”, disse ela.

“Espero que isso chegue às autoridades máximas do estado. Quando você tem o próprio delegado criminalizando e culpabilizando a vítima, você entende por que tantas mulheres deixam de levar ao conhecimento das autoridades as denúncias sobre abuso sexual e violência. Isso é um exemplo perfeito e acabado. Mesmo com toda a atenção da mídia e com repercussão internacional do caso.”
Sobre o depoimento de Lucas Pedroso Duarte Santos, de 20 anos, e de Raí de Souza, de 22 anos, que negaram o estupro e contaram uma versão afirmando que Lucas teria feito sexo com uma amiga e Rai com a vítima, mas de "forma consensual e sem consumir drogas”, a advogada também comentou:
"É óbvio que ele vai dizer que não houve estupro. Isso é tese defensiva. Será que precisaria um vídeo mostrando a cena do estupro em si para alguém dizer que seria estupro? Aparecem 30 homens falando durante o vídeo e dizendo o que estava acontecendo. Ainda assim não foi estupro? Para variar, a palavra da vítima não conta”.
Conforme o jornal Extra, a Polícia Civil ainda não se pronunciou sobre o assunto.
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