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Adolescente criou vaquinha falsa de ajuda ao RS; suspeito mora em cobertura de luxo

Por Portal Do Holanda

27/05/2024 16h30 — em
Brasil


Polícia cumpre mandados e adolescente alvo da investigação / Foto: Divulgação / PC-RS

Um adolescente de 16 anos está sendo investigado por criar uma vaquinha falsa de ajuda aos afetados pela enchente no Rio Grande do Sul. A polícia encontrou o suspeito morando em uma cobertura de luxo em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde o mandado de busca e apreensão foi cumprido. 

De acordo com a polícia, o adolescente pagava R$ 30 mil para morar na cobertura luxuosa. Ele também é investigado por criar sites falsos, que oferecem produtos com valores abaixo do mercado, mas que nunca eram entregues. O menor, que não foi apreendido, chegou a afirmar aos policiais que precisava do dinheiro para manter sua vida de luxo. 

Segundo a Polícia Civil do RS, o adolescente se apresenta nas redes sociais como "Dr. Money" e afirma ter atingido seu primeiro milhão aos 15 anos de idade. Ele é sócio proprietário de duas empresas. O suspeito usava suas redes sociais para ostentar elevado padrão de vida, publicando fotos e vídeos em imóveis de luxo e publicava comprovantes com altos valores oriundos de pagamentos realizados através de redes sociais.

Como funcionava a fraude - A fraude consistiu na criação de uma página na internet simulando uma página oficial do Governo do Estado, alarmando a população de que se estaria diante do maior desastre da história do Rio Grande do Sul. A partir de então, a página redirecionava os usuários para uma nova página falsa, desta vez simulando o website "Vakinha", em que se divulgava uma suposta campanha de arrecadação de doações. A página, inclusive, era impulsionada pelas redes sociais, a fim de atingir o maior número possível de pessoas.

Para dar aparência de licitude à página, o layout foi adulterado a fim de mostrar que a "campanha" já teria acumulado mais de R$2.700.000,00 (dois milhões e setecentos mil) reais. Na verdade, se tratava de um valor fictício, sendo mais um artifício para induzir o usuário a erro.

Na página simulada, era divulgado um QR Code, gerado por uma fintech de checkout (espécie de loja virtual), que permitiria o pagamento via pix. A partir de então, o valor da suposta contribuição era redirecionado da loja virtual para um gateway de pagamentos, que repassava o valor para o local indicado pelo golpista.

No caso, o valor era repassado para uma empresa de treinamentos e serviços, cujo menor era sócio proprietário. Assim, o valor era captado pelo golpista com aparência de licitude, uma vez que simulava a “venda” de um produto ou serviço oriundo de sua empresa.


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O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

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