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Adiamento de assembleia de credores dá mais tempo para soluções para Oi, diz ministra

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BRASÍLIA — A ministra da Advocacia-Geral da União (AGU), , afirmou nesta quinta-feira que a diluição das participações dos atuais acionistas da é um dos cenários com os quais o governo trabalha para encontrar uma solução para a empresa. Ela disse que o adiamento da da operadora para 7 de dezembro dá mais tempo para costurar uma saída para a companhia.

— Essa (diluição da participação) é uma das questões, uma das vertentes de todo esse trabalho, desse esforço. É um cenário, mas temos a preocupação e sempre uma atenção mais que redobrada para que os espaços institucionais sejam respeitados. Aquele espaço eminentemente público será por nós cuidado. Estamos trabalhando para trazer a robustez que a empresa necessita neste momento, na perspectiva do crédito que é público — disse a ministra.

O governo criou um grupo de trabalho, coordenado por Grace Mendonça, na tentativa de construir uma solução para a Oi, em recuperação judicial com dívidas de mais de R$ 64 bilhões. Uma das principais preocupações da ministra é negociar uma solução para a dívida de mais de R$ 11 bilhões da operadora com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A empresa também deve cerca de R$ 20 bilhões a bancos públicos. A ministra voltou a dizer que não está trabalhando com a perspectiva de intervenção na Oi.

— O esforço todo é para evitar a intervenção. Não trabalhamos com a perspectiva da intervenção. Trabalhamos com a perspectiva da recuperação e da saúde da empresa. O esforço vem sendo nesse sentido, não de se decretar a intervenção, que seria, talvez, a solução mais fácil — afirmou Grace.

A mostrou-se otimista com o adiamento da assembleia geral de credores da Oi. Com o novo prazo, ela acredita que chegará a um acordo sobre como tratar a dívida da operadora com a Anatel e bancos públicos no âmbito da recuperação antes do dia 17.

— Esse adiamento foi bastante importante porque, agora, nós temos a tranquilidade de desenvolver um trabalho que possa trazer uma solução eficiente — comentou a ministra.

Grace afirmou que a decisão do Conselho de Administração da Oi, comandado por Nelson Tanure, de nomar dois diretores na companhia e aprovar uma proposta de apoio ao plano de um grupo de credores (tecnicamente chamado de PSA), “não atrapalhou em nada nem causou impacto negativo” os trabalhos do governo.

A Oi apresentou nesta quinta-feira à Anatel detalhes do PSA assinado com o grupo de credores. A agência quer saber que esse plano — que pode onerar o caixa da companhia — poderia atrapalhar os serviços da tele.

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