Nesta quarta-feira (29) completa-se 15 anos do acidente que matou 154 pessoas em um voo da Gol, que saiu de Manaus e colidiu com um jato Legacy caindo na floresta Amazônica, no estado do Mato Grosso. As sete pessoas que estavam no Legacy sobreviveram após o piloto conseguir pousar na Serra do Cachimbo, no Pará.
O boing da Gol havia decolado de Manaus com destino a Brasília, no voo 1907 e o Legacy estava indo para os Estados Unidos, mas precisava fazer uma parada obrigatória em Manaus para cumprir um procedimento alfandegário. Os destroços do avião foram encontrados no dia seguinte e mais de cem pessoas participaram das operações de busca.
O trabalho de resgate levou cerca de 50 dias e as buscas pelos corpos foram encerradas em 22 de novembro quando um teste de DNA identificou os restos mortais do último passageiro. Após investigações sobre as causas do acidente, um relatório final divulgado em dezembro de 2008 apontou que vários fatores contribuíram para a tragédia, como procedimentos fora do padrão tanto pelos controladores de voo brasileiros quanto pelos pilotos do Legacy.
Os americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore foram condenados pela justiça brasileira pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo a uma pena, de 3 anos de prisão e um mês em regime aberto. Os quatro controladores de voo, que monitoravam as aeronaves foram absolvidos. Quinze anos após a tragédia, a maior parte das famílias das 154 vítimas assinou acordo com a Gol e recebeu indenizações com valores entre R$ 100 mil a R$ 1 milhão.



