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Política

Ibope: Bolsonaro aparece com 57% dos votos válidos, e Haddad, 43%

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RIO — A nova pesquisa Ibope realizada no segundo turno mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) permanece à frente na disputa presidencial, com 57% dos votos válidos, contra 43% de seu adversário, Fernando Haddad (PT). A diferença entre os dois, que era de 18 pontos percentuais na semana passada, agora é de 14 pontos. Os candidatos oscilaram dois pontos, no limite da margem de erro.

No primeiro levantamento da série, Bolsonaro tinha 59%, e agora, no segundo, oscilou dois pontos para baixo; Haddad tinha 41% e oscilou positivamente dois pontos.

Em um cenário diferente do revelado na semana passada, os dois candidatos agora têm parâmetros semelhantes de rejeição. Bolsonaro é rejeitado por 40% do eleitorado, o que representa um crescimento de cinco pontos em uma semana. Já Haddad enfrenta a aversão de 41% dos eleitores, uma queda de seis pontos na comparação com o levantamento anterior.

Quando são levados em consideração os votos totais, o capitão da reserva tem 50% das intenções de voto (oscilação negativa de dois pontos, no limite da margem de erro), e o petista aparece com 37%, o mesmo índice da outra sondagem. Brancos e nulos somaram 11% (oscilação de um ponto para cima), enquanto 3% não responderam.

Depois de ensaiar um tímido aceno ao centro nos primeiros dias do segundo turno, com a formação de uma frente que poderia incluir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), a campanha de Haddad mudou a estratégia e dobrou a aposta no eleitorado lulista.

O candidato do PT passou o fim de semana em agendas pelo Nordeste, única região onde está à frente nas pesquisas, com 61% das intenções de voto na região, contra 39% do adversário. Para reforçar a estratégia, lançou mão de propostas como o aumento de 20% nos repasses mensais aos beneficiários do Bolsa Família — com o impacto de R$ 5,5 bilhões nas contas públicas — e a criação de um limite de R$ 49 para o preço do botijão de gás. Além disso, os ataque s ao adversário, em discursos e nos programas de TV, são recorrentes.

Já Bolsonaro, que tem ficado no Rio em função da recuperação de duas cirurgias pelas quais passou após receber uma facada em 6 de setembro, também tenta crescer no Nordeste: no fim de semana, recebeu jornalistas de rádios da região e de uma afiliada do SBT. O candidato vai se preservar até o fim da campanha, evitando qualquer embate direto com o adversário — na terça-feira, informou oficialmente à TV Globo que desistiu de comparecer ao debate previsto para sexta-feira. Pelos recortes regionais, a maior vantagem de Bolsonaro sobre o petista ocorre no Sul, onde lidera com 67%, contra 33% de Haddad.

O candidato do PSL permanece com uma vantagem ampla sobre Haddad no eleitorado masculino (63% a 37% nos votos válidos), enquanto entre as mulheres a situação é de empate técnico, no limite da margem (52% a 48%). O petista tem vantagem na parcela com renda mensal de até um salário mínimo (59% a 41%), mas perde em todos os outros estratos de renda. Entre quem recebe acima de cinco salários, Bolsonaro fica à frente por 71% a 29%.

Para o cientista político Guilherme Carvalhido, os números da pesquisa indicam que Haddad tende a manter o tom dos últimos dias:

— A única saída para tentar uma virada é desconstruir o adversário. Mas é uma tarefa difícil, porque o número de antipetistas é muito grande. (Colaborou Rayanderson Guerra )

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