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Eleições 2018

Em referência a Bolsonaro, Lula diz que 'ameaça fascista' paira sobre o Brasil

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Foto: Ricardo Stuckert/PT

SÃO PAULO - Em mais uma carta escrita da sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso desde 7 de abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que o Brasil corre o risco de uma "aventura fascista" caso eleja Jair Bolsonaro (PSL). Embora não cite o nome do capitão reformado na mensagem, o líder petista convoca todos que defendem a democracia a votarem em Fernando Haddad (PT).

"Se há divergências entre nós, vamos enfrentá-las por meio do debate, do argumento, do voto. Não temos o direito de abandonar o pacto social da Constituição de 1988. Não podemos deixar que o desespero leve o Brasil na direção de uma aventura fascista, como já vimos acontecer em outros países ao longo da história", escreveu Lula, na carta divulgada na manhã desta quarta-feira em seu site.

Lula começa o texto dizendo que o Brasil chega á reta final das eleições "diante da ameaça de um enorme retrocesso para o país". O ex-presidente cita a denúncia de que a campanha de Bolsonaro pediu para empresários pagarem o serviço de envio em massa de mensagens pelo WhatsApp contra o PT, revelado pelo jornal "Folha de S.Paulo" na semana passada.

"O que assistimos desde então foi escandaloso caixa 2 para impulsionar uma indústria de mentiras e de ódio contra o PT."

Em um texto direcionado aos trabalhadores, "às pessoas mais humildes" e aos setores "mais responsáveis da sociedade", Lula relembra dados do governo petista no combate à pobreza, na geração de empregos, na educação e na economia. ""Fico pensando, todos os dias: por que tanto ódio contra o PT?"

"Tenho consciência de que fizemos o melhor para o Brasil e para o nosso povo, mas sei que isso contrariou interesses poderosos dentro e fora do país. Por isso tentam destruir nossa imagem, reescrever a história, apagar a memória do povo", afirma Lula, que cita, como exemplo, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016. Ao escrever sobre o episódio, Lula fez ataques à imprensa e ao Judiciário.

O líder petista voltou a afirmar que foi condenado injustamente, num "processo arbitrário e sem provas", para evitar que ele fosse eleito presidente. Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão na primeira e segunda instâncias da Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá. Ele foi considerado culpado por receber um apartamento da OAS, que, por sua vez, se beneficiou de contratos com a Petrobras.

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