Siga o Portal do Holanda

Desabafo chocante

Blogueira relata estupro após ser dopada em evento: ‘estrago foi grande, físico e emocional’

Publicado

em

Foto: Reprodução Instagram

A blogueira Mariana Ferrer usou as redes sociais para relatar ter sido estuprada em um evento no qual trabalhava em dezembro do ano passado, em um Beach Club de Florianópolis.

Segundo Mariana, ela procurou a polícia na época, mas as investigações não avançaram e por isso ela resolveu fazer o apelo publicamente.

“Não é nada fácil ter que vir aqui relatar isso. Minha virgindade foi roubada de mim junto com meus sonhos. Fui dopada e estuprada por um estranho em um beach club dito seguro e bem conceituado da cidade. O agressor não se aproximou de mim quando eu estava lúcida. Eu não tenho lembranças dele. Fui levada para um lugar desconhecido por mim e acredito que também seja para a maioria das pessoas que lá frequentam (...). Nenhuma das pessoas que me acompanhavam no dia me socorreu, pelo contrário, me abandonaram, negaram meus pedidos de socorro, e todas as provas levam a crer que compactuaram para que o estuprador pudesse agir”, desabafou.

Mariana conta que era uma das embaixadoras do evento e que recebeu uma cartão para consumo e pegava a bebida direto no bar por achar mais seguro, mas mesmo assim foi dopada. “Uma pessoa que está dopada ou bêbada não tem condições de dar seu consentimento, ficando altamente vulnerável, por isso são chamadas 'drogas do estupro'. Não existe desculpa para violência sexual. Fazer qualquer ato libidinoso/ter conjunção carnal com mulher embriagada ou dopada é considerado, segundo a lei, estupro de vulnerável, crime”, enfatizou.

A blogueira disse ainda que quando conseguiu chegar em casa foi socorrida pela mãe. “Consegui chegar em casa, graças a Deus. Minha mãe, ao ver meu estado, tirou minhas roupas e se deparou com a pior cena da vida dela, minhas roupas estavam cheias de sangue e odor forte de esperma (...). O estrago foi grande, físico e emocional. Danos psicológicos que infelizmente só quem também é a vítima pode mensurar”.

A jovem diz ainda que passou muito mal com os coquetes para evitar contrair doença sexualmente transmissível e chegou a engolir o próprio vômito: “Tive que tomar 30 dias um coquetel de remédios para evitar doenças, os efeitos colaterais era tão fortes que me faziam vomitar. Eu tinha que me forçar a aguentar pelo menos 2 horas após tomá-los para não cortar o efeito e por isso as vezes engolia meu próprio vômito”, desabafou.

Mariana criticou a Polícia Civil por não dar celeridade as investigações. “Poderia ficar horas falando de tudo de errado que está acontecendo com as investigações, mas Deus é tão incrível, tenho todas as provas para elucidar o crime. Sempre tive boa índole e postura e isso ninguém muda e ninguém tira de mim. Estou horrorizada com a Justiça de Florianópolis e em como eles se empenham em encobrir crimes e passar uma falsa imagem da cidade”.

PF aplica 'remédio' em Bolsonaro

Para compartilhar este conteúdo, utilize o link ou as ferramentas oferecidas na página. Textos, fotos, artes e vídeos do Portal do Holanda estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral.


Copyright © 2006-2019 Portal do Holanda.