A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte divulgou um novo protocolo para orientar o atendimento a emergências de saúde mental pelo serviço de atendimento móvel de urgência da capital. O documento, batizado de Protocolo em Atendimentos a Agravos da Saúde Mental, define critérios para identificação precoce de sinais e sintomas de crise, intervenção com ações estratégicas de estabilização, segurança na cena do atendimento e padronização dos procedimentos das equipes.
Segundo a pasta, o protocolo também busca reduzir internações desnecessárias e integrar o paciente a um acompanhamento contínuo após o atendimento de urgência, e não apenas à resposta imediata. O texto estabelece ainda princípios de acolhimento humanizado, com respeito à dignidade, à ética, à autonomia, ao sigilo e à integridade de quem é atendido.
A capacitação já foi iniciada para os 1.082 profissionais da área assistencial do serviço na região do Macrocentro de Belo Horizonte, que tem estrutura de 35 bases descentralizadas e uma Central de Regulação de Urgência, com cobertura que abrange 23 cidades e cerca de 4 milhões de pessoas. O gerente do serviço em Belo Horizonte, Bruno Maia, foi citado no anúncio da iniciativa.
A prefeitura classificou a iniciativa como pioneira no Brasil, por se tratar do primeiro protocolo próprio do tipo produzido por um serviço de urgência no país, com potencial para servir de referência a outros municípios.



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