Belo Horizonte registrou a maior alta de preços entre as onze áreas pesquisadas pelo IPCA-15 de setembro, divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na capital mineira, o índice avançou 0,79% no mês, acima da média nacional, que ficou em 0,70%, segundo o Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).
O resultado de Belo Horizonte superou o de outras capitais monitoradas pela prévia da inflação, como Rio de Janeiro (0,77%), Porto Alegre (0,75%) e São Paulo (0,73%). Na outra ponta, Recife teve a menor variação, de 0,44%, seguida por Belém, com 0,51%. No acumulado do ano, o IPCA-15 nacional soma 3,82%, e em 12 meses chega a 4,47%, conforme os dados oficiais do IBGE.
A alta mais intensa em Belo Horizonte pressiona o orçamento das famílias mineiras logo no início do último trimestre do ano, encarecendo itens do dia a dia acima do ritmo observado no restante do país. O indicador funciona como termômetro para o mercado financeiro e para as decisões do Banco Central sobre a taxa básica de juros, que influencia diretamente o custo do crédito e das prestações de financiamentos contratados na capital mineira.
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, índice oficial de inflação do país, e antecipa tendências de preços que serão confirmadas no resultado fechado do mês, também apurado pelo IBGE e programado para divulgação em outubro.
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