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BH está em risco médio de dengue após levantamento em 53 mil imóveis

BH está em risco médio de dengue após levantamento em 53 mil imóveis
Ação de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue (Foto: Shyamli Kashyap / Pexels)

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que a capital está em risco médio para dengue, chikungunya e zika, segundo o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) mais recente. O levantamento, feito anualmente em todas as regionais da cidade, encontrou larvas do mosquito em 2,4% dos 53 mil imóveis vistoriados. Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, índice igual ou superior a 4% é considerado risco alto, entre 1% e 3,9% é risco médio, e abaixo de 1% é risco baixo.

As regionais Pampulha (3,5%), Venda Nova (3,3%) e Leste (3,2%) tiveram os maiores índices de infestação, seguidas por Nordeste (2,6%), Barreiro (2,4%) e Norte (2,1%). Centro-Sul, Noroeste e Oeste registraram os menores percentuais, entre 1,5% e 1,6%. Do total de focos encontrados, 83% estavam em ambientes domiciliares, com destaque para pratinhos de plantas (24,7% dos criadouros), objetos inservíveis (23,2%), recipientes domésticos (17,7%) e barris e tambores (7,2%).

Para conter a proliferação do mosquito, Agentes de Combate a Endemias da prefeitura visitam imóveis para orientar sobre o acúmulo de água e, quando necessário, aplicam biolarvicidas; a cidade já soma mais de 3,4 milhões de vistorias em 2026. A subsecretária de Vigilância em Saúde, Thaysa Drummond, afirmou que "dedicar dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros é uma atitude simples que faz toda a diferença".

Entre as demais ações da prefeitura estão a aplicação de inseticida UBV em cerca de 9 mil imóveis em 2026, o uso de drones para identificar focos, mais de 1,8 mil ovitrampas instaladas, 239 mutirões de limpeza realizados pela SLU e a soltura de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que já somam mais de 45 milhões de exemplares liberados desde 2020.

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