Um asteroide identificado como 2006 BC10 faz nesta sexta-feira (28) sua aproximação mais próxima da Terra deste mês, passando a cerca de 3,58 milhões de quilômetros de distância, o equivalente a mais de nove vezes a distância entre a Terra e a Lua, segundo dados do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da agência espacial americana Nasa. O objeto tem entre 330 e 740 metros de diâmetro e não representa risco de colisão.
A rocha é classificada como "objeto próximo à Terra" (NEO, na sigla em inglês), termo usado para qualquer asteroide ou cometa cuja órbita o aproxima do planeta a menos de 195 milhões de quilômetros do Sol. Por seu tamanho e trajetória, também recebe o rótulo de "potencialmente perigoso", categoria de vigilância da Nasa para objetos que, em tese, poderiam chegar a menos de 7,5 milhões de quilômetros da Terra, e não um indicativo de perigo real e iminente.
O monitoramento desses corpos celestes conta com participação brasileira: o Observatório Sonear, mantido por astrônomos amadores em Oliveira, em Minas Gerais, é o único dedicado à busca de asteroides próximos à Terra em todo o Hemisfério Sul, e já contribuiu para a descoberta de dezenas de objetos catalogados pela União Astronômica Internacional.
Episódios como esse ajudam a explicar por que agências espaciais mantêm redes globais de rastreamento: quanto mais cedo um objeto é identificado, maior o tempo de reação caso alguma rocha represente risco real no futuro. Para o público, a passagem também é um lembrete de que o espaço próximo à Terra é mais movimentado do que parece a olho nu.



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