O Pará concentrou 987,27 quilômetros quadrados dos alertas de desmatamento registrados na Amazônia Legal entre agosto de 2025 e julho de 2026, o equivalente a cerca de 34% do total nacional, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O estado segue como o de maior área desmatada monitorada pelo sistema, à frente de Mato Grosso, com 834,41 km², e do Amazonas, com 433,9 km².
No total, a Amazônia Legal somou 2.874,38 km² de alertas no período, o menor volume acumulado desde o início da série histórica do Deter, em 2016. O resultado representa queda de 36% em relação aos cerca de 4.495 km² contabilizados no ciclo anterior, entre agosto de 2024 e julho de 2025, conforme divulgado pelo INPE.
Depois do Pará e do Mato Grosso, o ranking de alertas por estado tem o Amazonas, seguido por Roraima, com 272,6 km², Acre, com 153,8 km², e Rondônia, com 114,3 km². A retração também apareceu em outros biomas monitorados pelo instituto: o Cerrado teve queda de 7,8% nos alertas, a Caatinga recuou 34,3%, a Mata Atlântica caiu 15,32% e o Pampa, 41,7%.
O anúncio dos números foi feito em evento na sede do INPE, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que citou a meta de desmatamento zero na Amazônia até 2030. Os dados do Deter servem de base para ações de fiscalização ambiental em tempo real nos estados amazônicos.



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