A Universidade do Estado do Pará (Uepa) celebrou na última sexta-feira (30), em Belém, os dez anos de seu Instituto Confúcio, criado a partir de acordo firmado em 2013 com a Universidade Normal de Shandong, da China, e inaugurado em 25 de outubro de 2016. A cerimônia, conduzida em português e mandarim, reuniu representantes de instituições brasileiras e chinesas e também marcou a realização do II Encontro da Rede de Institutos Confúcio do Brasil, que reúne 15 unidades instaladas em universidades do país.
Durante o evento, o professor Luís Antônio Paulino apresentou o balanço do primeiro ano de sua gestão à frente da rede nacional, no biênio 2025-2026, e repassou a presidência a Antônio Braga para o período 2026-2027. A nova diretoria terá como vice-diretores Miriam Mansur, da Universidade Federal de Minas Gerais, e Francisco Quaresma, da Universidade Federal de Goiás. Chen Mo, conselheira da Embaixada da China no Brasil para assuntos educacionais, participou da solenidade e destacou como prioridades da nova gestão a transição entre equipes, a produção de material didático em português para o ensino de mandarim, a ampliação do programa Chinês Mais e a cooperação em ciência e tecnologia entre os dois países.
Ao longo da década, o instituto da Uepa já formou mais de 7 mil estudantes em língua mandarim e promoveu mais de 200 atividades culturais voltadas à aproximação entre as duas culturas. A parceria com a Universidade Normal de Shandong foi renovada por mais cinco anos em 2024, ano em que o chanceler da instituição chinesa, Feng Jikang, visitou Belém. Estudantes beneficiados com bolsas de estudo na China, como Gabriel Nogueira e Maria Tereza Santos, também participaram da programação, que terminou com apresentações musicais do Madrigal da Uepa e de instrumentos tradicionais chineses.
Segundo a Uepa, o reitor Clay Chagas participa agora de uma missão à China entre os dias 4 e 17 de novembro, que inclui a Conferência Internacional dos Institutos Confúcio e visitas às universidades Hohai e Beihang. A universidade paraense foi a primeira do Norte do Brasil a receber um Instituto Confúcio.
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