Bastidores da Política - Um rosto sai das sombras e pode elucidar crime que tem como suspeitos donos do  supermercado Vitória


Um rosto sai das sombras e pode elucidar crime que tem como suspeitos donos do supermercado Vitória

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

24/10/2021 20h25 — em Bastidores da Política

O rosto do pistoleiro que matou o sargento Lucas Gonçalves não é mais uma imagem embaçada de uma câmera amadora. Ganhou contornos e traços que, se não o identificam com nome e origem, mostram que não se trata de um fantasma. Até a placa da moto que usava ele a cobriu cuidadosamente, assim como as tatuagens no pescoço e antebraço.

A Polícia do Amazonas contou com o apoio de órgãos de inteligência do governo federal, num minucioso trabalho de reconstrução de um homem que guarda o segredo de um crime.

Na cela de presídios diferentes, dois suspeitos de serem os mandantes:  Joabson Augustinho Gomes e Jordana Azevedo Freire. O primeiro, descobriu a traição da mulher e fez ameaças veladas ao sargento. Jordana admite o romance, mas não que o marido tenha mandado matar o sargento e também nega que ela o faria.

O rosto do pistoleiro, agora claro, pode esclarecer o crime, caso ele seja preso.

Mas quem é ele? A imagem aponta para um suposto militar? Um lutador de  jiu-jitsu, pelas marcas que apresenta?  Mas onde estaria ?

A Polícia, que investiga o caso, recebeu muitas informações -  algumas falsas, outras não. Mas tudo vale, inclusive um fato intrigante, também em investigação:  o de que o pistoleiro teria sido assassinado após o crime. Alguém capaz de mandar matar e apagar todas as pistas de um assassinato quase perfeito.

Por enquanto Joaboson e Jordana falam a mesma linguagem, contam a mesma história, juram inocência. São suspeitos apenas, apesar das evidentes ameaças a Lucas por Joabson, dos espancamentos que Jordana revela em mensagem  a Lucas. Do receio de Lucas de ser assassinado por Joabson ou a mando dele.

A Polícia investiga. Mas há outros 700 casos na lista de espera. Não é um trabalho fácil, nem as  respostas são fáceis. Dependem de um trabalho minucioso, de um passo a passo  que, ao final, pode resultar na elucidação do crime.

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.