SEM PROGRAMA
O Amazonas, há duas décadas, tinha grandes equipes de futebol e a prática do esporte era incentivada pelo poder público, o que justificou a construção do Vivaldão. Hoje, o estádio está sendo demolido, não há no estado time de futebol nem de segunda linha, apesar de a prática esportiva estar disseminada no interior e na capital. O que falta? O plano de governo do candidato à reeleição Omar Aziz (PMN) só apresenta três medidas que dizem respeito ao esporte: a primeira é conceder bolsas a atletas, as duas outras estão voltadas para construir ginásios e academias. E Alfredo ? De novo falta um programa de Governo. O candidato não tem. E o que tem vem copiando do adversário.
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No material disponível no site do candidato do PR ao governo estadual, que lista tópicos apenas, não existe a palavra esporte. O link que remeteria (?) ao plano completo retorna uma mensagem, em inglês, dizendo que ali não tem nada com esse nome (plano de governo). Se fosse um avião, estaria voando ao sabor dos ventos.
LULA, ADAIL E WALDEZ
Lula andava pedindo votos para o ex-governador do Amapá, Waldez Goes (PP), candidato ao Senado. Aí veio a Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, e prendeu o candidato do presidente no Amapá. Talvez Lula não tenha sido informado das peraltices de Waldez Goes até a PF encontrá-lo, mas com certeza ele sabia que o então prefeito de Coari, Adail Pinheiro, era acusado de corrupção e outros crimes, naquele 10 de setembro de 2008. quando visitou o município. Adail havia sido indiciado pela Polícia Federal, em maio daquele ano, depois da Operação Vorax. Lula foi a Coari, chamou Adail de “companheiro” e se derramou em elogios . Assim caminha a política de alianças. Perigosas ou não.
CRESCEI E MULTIPLICAI
O deputado federal e candidato à reeleição pelo PSB, Marcelo Serafim, está preocupado com os últimos 17 dias da campanha eleitoral. Sua mensagem aos eleitores que votam nele é que “meus eleitores multipliquem seus votos nessa reta final.” O apelo é quase bíblico. será que tem endereço certo?
O COMITÊ QUE NÃO EXISTIU
Anunciada com pompa e honra, com destaque nos veículos de comunicação, a coordenação da campanha de Dilma Rousseff, que seria tocada pelo prefeito Amazonino Mendes (PTB) e o deputado estadual Sinésio Campos (PT), morreu no nascedouro. E olha que foi o próprio presidente Lula que, no dia 19 de julho desde ano, escolheu os dois para traçar os rumos da campanha no Amazonas.
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No dia 23 do mesmo mês, a imprensa noticiou uma primeira reunião do prefeito com o deputado, em que acertaram criar um comitê suprapartidário, “com a participação dos movimentos sociais”. Também foi pensado um comitê que atuasse na distribuição de material de campanha da presidenciável, na capital e no interior.Ficou aCertado ainda que haveria uma nova reunião. De lá para cá, nunca mais ninguém ouviu falar da tal coordenação.
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É possível que as pesquisas de intenção de votos no Amazonas, colocando Dilma nas alturas, tenha levado Amazonino, Sinésio e a própria candidata achar que um comitê suprapartidário nao passava de um desperdício, mas o caso mostra que não se deve levar mesmo a sério o que os políticos falam ou prometem.
VANESSA E A PETROBRAS
Os marqueteiros da deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB), candidata ao Senado, não têm dado sossego ao senador Arthur Neto (PSDB). A cada dia “desencavam” alguma coisa contra o tucano. Agora a loura começou a dizer que o Maranhão, que não produz uma gota de petróleo, vai ter a maior refinaria da América Latina e a quinta do mundo, uma obra de 40 bilhões de reais. Ela não tem dúvida: a culpa é da bancada de senadores do Amazonas (leia-se Arthur, está claro).
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Segundo Vanessa, os três senadores do pequeno e pobre Maranhão conseguiram a façanha. A candidata esqueceu de lembrar ao distinto público que um dos senadores citados por ela, o ex-presidente da República, José Sarney, do Maranhão, é presidente do Senado e um poderoso aliado de Lula, a quem a deputada defende obstinadamente. Aliás, Sarney é senador pelo Amapá e não pelo Maranhão, onde de fato tem tanto poder que Lula rachou o seu próprio partido, o PT, na campanha deste ano, só para agradar o chefe político do Maranhão.
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Sarney, conseguiu ser eleito pelo Amapá, mas sua alma, coração, fortuna e domicílio estão no Maranhão, como qualquer um sabe. Enquanto isso, faz oito anos que Arthur é oposição ao governo Lula, aliado e incentivador da campanha de Vanessa ao Senado, e o governo Lula é quem está abrindo os cofres públicos para a Petrobras construir a refinaria no Maranhão. Simples assim, Vanessa.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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