O mago Egberto Batista entrou no jogo para convencer o senador Eduardo Braga de que Amazonino Mendes é o melhor nome para disputar a prefeitura de Manaus. Egberto tem conversado com o senador e os últimos lances apontam que ele vem obtendo êxito. Segundo fontes do Portal do Holanda, uma das condições impostas por Braga para um possível apoio ao projeto de reeleição do prefeito é o rompimento do contrato que o municipio mantém com a empresa Águas do Amazonas.
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Não é à-toa que o discurso de Braga e o de Amazonino convergiram nas últimas semanas. Ambos defendem o rompimento, falta acertar em que momento isso ocorrerá e quem estará na frente dos holofotes. Como Braga não dá ponto sem nó é provável que o anúncio seja feito por ele.
Como castelos de areia
O problema dos acordos politicos a 120 dias das convenções é a natural fragilidade que os cerca. Apoios para valer mesmo só os realizados entre 20 e 30 de junho,quando os partidos costuman reunir para escolher seus candidatos.
PT de quatro
Enquanto costura uma precoce e arriscada aliança com o senador Edurdo Braga, Amazonino busca uma definição do PT, amarrado a cargos no seu governo (cerca de 150) e ao Estado (perto de 300). Quem vai sobrar nessa história é Francisco Praciano, obrigado, se não a manifestar apoio a Amazonino, a se render ao silêncio que será imposto a ele pelas executivas regional e municipal do partido.
Água e água
Como o tema das eleições municipais deste ano é água, o deputado José Ricardo (PT) anda inconformado. Ele e o companheiro de partido Waldemir José estão lutando há tempos por um plebiscito, e agora por uma CPI, para decidir a questão, mas quem está tomando a frente da discussão e da mídia são justamente os responsáveis pela situação atual.
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“Eles fizeram a coisa toda e agora aparecem querendo resolver a situação. Ou seja, se deixar nas mãos deles vai ficar como está”, disse Waldemir à coluna, referindo-se ao prefeito Amazonino Mendes (PDT), o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB) e o senador Eduardo Braga (PMDB).
É bom responder rapidinho
Há muitas perguntas no ar, uma delas é: quanto vai “render” a nova jogada da água? Na repactuação de 2007, visando às eleições de 2008 (reeleição de Serafim) rendeu um empréstimo de R$ 60 milhões, que ficaram para Amazonino gastar.
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Especula-se também que a prefeitura teria de reembolsar algo em torno de R$ 500 milhões a Águas do Amazonas em caso de rompimento de contrato, mas só o prefeito vai tirar as dúvidas quando retornar do “descanso de carnaval”, na próxima segunda-feira (27).
A casa de Céles caiu
A secretária de comunicação da Prefeitura de Manaus, jornalista Céles Calpúrnia Borges, está com os dias contados. Fontes palacianas revelaram ao Portal do Holanda que entre as várias medidas que o prefeito Amazonino Mendes (PDT) articulou durante o feriado foi a saída de Céles da Semcom. A exoneração da secretária deverá ocorrer antes da realização da licitação que a Prefeitura fará na próxima quarta-feira, dia 29, a fim de decidir quais as duas agências que arrebatarão a conta de publicidade do executivo municipal.
O Sinal da desgraça
O primeiro e principal sinal de que Céles caiu em desgraça com o prefeito foi a suspensão dos pagamentos dos fornecedores da Semcom, uma ordem dada pelo próprio prefeito que designou o titular da Semef, Alfredo Paes, como único autorizado a promover os pagamentos aos veículos e demais prestadores de serviço.
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Céles assumiu a Semcom em abril de 2010, após a exoneração da colega Liliane Maia que foi informada pelo telefone de que não fazia mais parte da equipe de secretários de Amazonino. Céles está viajando e pelo histórico das demissões de Amazonino ele adora dispensar subalternos quando estes estão em viagem. Foi assim com Lili que estava em Paris quando teve que deixar a Semcom.
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Em meio a essa turbulência, a subsecretária jornalista Mônica Santaela é quem ficará no comando da Semcom, pelo menos por enquanto.
Começou o ano
No Brasil o ano só começa após o Carnaval. Tanto é assim que somente nesta quarta-feira, 22, o senador Eduardo Braga divulgou suas prioridades para 2012. Entre elas estão a aprovação das PECs que prorrogam a Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e sua extensão à Região Metropolitana de Manaus, além de permanecer permanentemente atento às eventuais discussões sobre reforma tributária que podem engessar a ZFM.
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Eduardo Braga listou mais duas prioridades em um vídeo de 2,5 minutos para divulgação. Pelo que o senador fala, as eleições municipais não estão entre suas preocupações neste ano. Dá pra acreditar?
Robério solta o verbo contra as escolas de samba
O secretário de Cultura Robério Braga não poupou críticas ontem às escolas de samba de Manaus durante entrevista à rádio CBN. Robério disse que as escolas são desorganizadas e que o carnaval precisa de gestão. “Não estou insinuando desonestidade de ninguém, mas estou falando em desorganização”, desabafou.
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Faltou ao secretário reconhecer que além da festa promovida pelo desfile das escolas de samba, a programação do Carnaboi também cansou. O público ficou abaixo do esperado e o melhor termômetro para isso são os relatos dos ambulantes e comerciantes que viram o faturamento nos dois dias de festa despencar. Na terça-feira, a latinha de cerveja estava sendo vendida a R$ 2 e os tururis a R$ 5.
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É chegada a hora do Governo e da Prefeitura avaliarem os principais eventos da cidade e dar uma injeção de ânimo no setor porque ao que parece os investimentos estão agradando apenas aos ‘grandes fornecedores de serviços’ dos dois Poderes.
Críticas de Vanessa
A subida das águas está entre as preocupações da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) que se pronunciou nesta quarta-feira sobre as cerca de 70 mil pessoas já atingidas pela enchente no Acre e no Amazonas. A comunista disse que: “Isso ocasiona problemas graves, profundos, que não são vistos pelas autoridades como deveriam e são muitas vezes ignorados porque ocorrem em cidades pequenas.”
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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