O senador Eduardo Braga (PMDB) deixou o governo do Amazonas há mais de um e meio, e teimam em chamá-lo ou tratá-lo com se ainda estivesse no comando do Estado. Traída pelo subconsciente, a vereadora Lúcia Antony (PCdoB), elogiou ontem o programa do governo voltado para dar dignidade aos deficientes físicos e parabenizou ao ‘governador’ Eduardo Braga, para se corrigir em seguida e dizer que Omar Aziz é que é o governador.
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Mas não é so Lücia que "erra". Alguns secretários, que não foram trocados, escondem debaixo da cadeira o retrato de Eduardo. Omar, se não mexer logo nessa equipe - mexer de verdade - vai terminar só.
Marcelo cai, não cai
Prova de inefinição no governo é a permanência do secretário demissionário da Secretaria de Planejamento, Marcelo Lima, que "entregou" carta "pedindo" afastamento do cargo em 13 de outubro e permanece até hoje na Seplan.
Capital humano
Sempre que se fala na necessidade de substituir alguns secretários que estão para virar pedra no governo, a desculpa é que o Estado não formou capital humano para cargos de direção e que os poucos que existem preferem trabalhar para multinacionais, que pagam melhor. Isso quando se tem duas universidades - uma federal e outra estadual, além das particulares - que formam quadros que acabam esquecidos. É o Amazonas...
Alfredo: ascensão e queda
Quando o prefeito Alfredo Nascimento (PR) renunciou ao mandato para ser ministro dos Transportes no governo Lula, em 2004, muita gente pensou que havia chegado a hora de uma projeção nacional que o guindaria ao governo do Amazonas. Menos de oito anos depois, apeado do ministério e deixado de lado pelo ex-presidente e sua sucessora, Dilma Rousseff, Alfredo, mesmo com o mandato de senador, parece mais isolado do que nunca. E quando o assunto é a próxima eleição, ele não é citado. Pelo menos até agora.
...sem um grupo político prá chamar de seu
Ao contrário dos outros dois senadores, Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Eduardo Braga (PMDB), Alfredo sequer tem preocupação com assessoria de imprensa ou com as chamadas redes sociais. Adversários dizem que ele, por conta da arrogância, não conseguiu formar um grupo político pra chamar de seu. Quando caiu (dia 7 de julho deste ano), em decorrência de denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, não apareceu ninguém para defendê-lo. Mas a sua derrocada começou em 2010, quando disputou o governo do Estado e, mesmo com o apoio de Dilma e Lula, foi fragorosamente derrotado por Omar Aziz. Em sua imagem foram colados os portos que desabaram e a BR-319 que continua intransitável.
...Um história de ascensão e queda
É uma história de ascensão e queda. Alfredo é uma das “crias” do ex-governador e agora prefeito Amazonino Mendes (da mesma safra de Eduardo Braga), de quem se afastou em determinado momento, mas a quem nunca deixou de agradecer toda a ajuda recebida, na forma de nomeação para cargos de primeiro escalão na administração estadual. Alfredo atendeu a um pedido do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o paparicava, grato por ser o primeiro prefeito de capital do país a apoiá-lo, em 2002. Ao dar um invejável passo para o primeiro escalão do governo federal, Alfredo pode ter se desviado da carreira política local, onde hoje poderia figurar como um nome forte nas pelejas eleitorais.
Assembleia não paga hora extra
As atividades na Assembleia Legislativa estão cada vez mais intensas e não se limitam aos dias úteis, o que vem cansando e aborrecendo servidores da Casa. Segundo um funcionário que pediu sigilo por temer represália, a Mesa Diretora vive “emprestando” o o auditório Belarmino Lins para tudo quanto é reunião, encontro e homenagem e quem sofre são os servidores, que não recebem hora extra. Segundo ele, o pessoal que trabalha no som, fotógrafos, pessoal da TV, garçons e seguranças são “convocados” para trabalhar fora do horário normal, nos fins de semana e feriados. “Eles emprestam o auditório pra qualquer coisa e quem sofre são os funcionários, porque não recebem nem hora extra, a não ser os seguranças. E quem vai pagar a gasolina?”, disse o revoltado servidor.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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