A tempestade que ameaça o governo Wilson Lima

Por Raimundo Holanda

27/09/2020 21h33 — em Bastidores da Política

O governador Wilson Lima sabe porque as cigarras pararam de cantar sobre as poucas palmeiras que cercam o Palácio da  Compensa. O 'canto' das cigarras na verdade não existe. O som que se ouve é emitido por suas asas, que não se movem quando a umidade está alta. Wilson agora percebeu que vem tempestade por ai, daquelas que abalam governos. 

O prenúncio de temporal  é ruim, porque sinaliza para o rompimento iminente da barragem artificial que montou em Brasilia para blindar seu mandato. 

O problema é que essa blindagem não está conseguindo fazer a retenção do volume de informações colhidas pela CPI da Saúde, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. 

Wilson errou ao  pessoalmente inspecionar  a barreira montada para conter resíduos, lama tóxica e todo o lixo colhido ao longo das ultimas semanas pelos órgãos  de controle e pela polícia.

Sua presença em Brasília  nos últimos 50 dias, num vai e vem constante e em companhias suspeitas, despertou curiosidade e fez acender a luz vermelha no próprio STJ.

A tempestade agora é inevitável...