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Nos bastidores já se fala numa grande ação da PF em Manaus. Isso ocorreria após a conclusão das investigações e de um possível pedido de prisão dos gestores supostamente envolvidos nas irregularidades.
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O que mais impressionou os técnicos da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, na ação formulada pelo advogado Ricardo Gomes, foi, entre outras irregularidades, o fato de a Prefeitura de Manaus ter recebido composto lácteo ( leite em pó mais soro, muito utilizado para engordar porcos, mais açúcar, que tem preco 40% menor), e teria pago como se leite em pó fosse.
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O caso está com o ministro Augrsto Sherman Cavalcanti e terá desdobramentos, com provavel repercussão no processo eleitoral do proximo ano.
Lázaro de Sinésio
O deputado estadual Sinésio Campos (PT) resolveu ressuscitar o projeto do ex-deputado Eron Bezerra (PCdoB), para criar mais municípios no Amazonas, já o deputado Adjuto Afonso (PP), tem até um gatilho para disparar a aprovação do projeto na Assembleia Legislativa do Estado: basta que o Congresso Nacional mude a lei e devolva aos Estados a prerrogativa de criar municípios, diz Afonso, “automaticamente votamos a lei na Casa...” Lá vem mais cabides de emprego para o contribuinte pagar.
Preço de zona nobre
A prefeitura de Manaus vai construir mais três Unidades de Saúde Familiar nos bairros da Cachoeirinha, no Tarumã e no Parque das Nações, com 130 m2 cada, o custo total das unidades é de pouco mais de R$ 1 milhão. Como as três unidades somam 390 m2, o valor do metro quadrado sai, em média, por R$ 2,56 mil. É preço de edificação de alto padrão em zona nobre. Mas como dizem que pobre gosta de luxo, ‘está explicado’.
Mais obras
É um fato que Manaus tem carência de serviços de pavimentação e drenagem. Pelo menos três contratos foram fechados pela prefeitura contemplando esses serviços. Vão ter pavimentação e drenagem os bairros de Santa Etelvina, Novo Aleixo e as comunidades Boas Novas, Monte Pascoal e Lagoa Azul, contratados com as empreiteiras Nale Engenharia, R$ 2,643 milhões; PR Construções e Terraplenagem, R$ 2,549 milhões e R$ 2,564milhões respectivamente, totalizando R$ 7,756 milhões. Do total dos três contratos, a PR Construções fica com 65,92%.
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Já a Mosaico Engenharia fatura R$ 2,561 milhões para construir campo de futebol no bairro Jesus Me Deu e Complexo São Pedro no bairro homônimo.
Marina pede investigação
Se depender da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o marido dela Fábio Vaz de Lima vai necessitar de bons advogados. É que a ex-ministra vai pedir, nesta segunda-feira, ao Ministério Público Federal que investigue as acusações contra o marido dela. Marina afirma que as acusações têm origem em documentos apócrifos que circularam na época em que era ministra e os autores teriam sido pessoas que tiveram seus interesses contrariados pela, então, ministra do MMA.
Concurso do Manaustrans
Quem também já protocolizou pedido de investigação foi a vereadora Vilma Queiroz (PTC). Ela solicitou ao Ministério Público Estadual (MPE) que apure a suposta fraude que teria ocorrido durante a aplicação das provas do concurso municipal para recrutar agentes de trânsito para o Manaustrans. A parlamentar quer que organizações “mais sérias” como A Fundação Getulio Vargas ou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), realizem as provas. Em outras palavras, a vereadora disse o que todo mundo já imaginava: o tal de Centro de Estudos Avançados e Treinamento (Ceat) é uma incógnita.
Constatação tardia
O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho (MPT), Jorsinei Nascimento, está fazendo um estardalhaço sobre uma prática que, pelo menos nos últimos dez anos, está presente no Polo Industrial de Manaus (PIM). Caso ele se dê ao trabalho de pesquisar, vai descobrir que, historicamente, o PIM emprega, em média, 5% da força de trabalho por meio de contratos temporários. Quanto ao fato de ter ‘virado’ regra em vez de ser exceção, cabe ao procurador, também, tentar revogar as leis do mercado. Será que ele é capaz dessa proeza?
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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