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Sobre ter amigos e os ataques que o senador Omar Aziz vem sofrendo


Por Raimundo de Holanda

15/05/2022 20h58 — em
Bastidores da Política



Você deve ter amigos e uma história. Ou nenhum amigo e uma certa desconfiança em torno daqueles que o cercam. Fazer amigos é importante. É uma construção. É como um edifício, com vários andares, janelas que se abrem e portas que nunca se fecham.  Um edifício de frente para o nascente e de costas para o poente. Onde o vento bate generosamente e do último andar se pode ver as estrelas dançarem em torno da lua.

O último andar desse edifício é o topo de uma amizade. Para chegar lá,  sofrimentos,  dores, lágrimas, perdas, derrotas foram compartilhadas. Houve momentos em que a desconfiança se colocou no caminho - e você brigou, rompeu, porque amizade é  também troca, entrega.

Quando um amigo ou amigos decepcionam, esse edifício balança e, na vida, sempre há pessoas dispostas a dinamitá-lo, implodi-lo.

Tenho grandes amigos e, quando os vejo sob ataque não os deixo sozinhos. Minha força é pequena, mas  a exponho e me torno alvo daqueles que nada têm a oferecer, nem contribuir com a humanidade. Pessoas frias, incapazes de um ato de generosidade, incapazes de estender as mãos num gesto de paz. Incapazes  de reconhecer virtudes e valores nos outros.

Faço essas considerações para me reportar aos ataques que o senador Omar Aziz vem sofrendo. Omar é um desses amigos que não deixo sozinho em uma batalha, ainda que o inimigo se esconda por trás de perfis falsos e de lá desfira seus golpes e tente envenenar toda uma sociedade.

Omar fez um brilhante trabalho na CPI da COVID. Graças especialmente a ele temos vacinas em abundância, esquemas de fraude na compra do imunizante foram denunciados e os Estados ganharam do Supremo Tribunal Federal autonomia para definir a melhor estratégia de combate à pandemia.

Muitos podem não gostar de Omar Aziz, mas deixar de reconhecer que trabalhou em prol do Brasil em um momento crucial para os brasileiros, com mais de 600 mil mortos por um vírus fatal, é fechar os olhos à história, à verdade.

Você pode ser o que for, mas sem dúvida você é pai, tem uma linda mulher em casa, vizinhos que lhe adoram e amigos que lhe amam. Você não precisa gostar de Omar Aziz, mas é seu dever reconhecer que ele desempenhou um papel fundamental para que as ações do governo federal se tornassem mais reais, mais eficientes na aquisição de vacinas para combater a Covid 19. 

Você não pode negar a história, mas deve e pode, por uma questão de justiça, repudiar ataques que o senador  vem sofrendo em razão de um trabalho que beneficiou a todos os brasileiros.



Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.