NAUFRÁGIO NO PORTO DE LENHA
A existência de uma suposta " bolsa fraude" para beneficiar eleitoralmente os candidatos Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga, como denunciou o senador Arthur Neto, pode dar em nada - como muita gente vem afirmando - mas o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão fazendo a parte que lhes cabe. A investigação está de vento em popa e pode naufragar alguns navios que se preparam para deixar o nosso porto de lenha rumo a Brasília. Dois timoneiros experientes poderão acabar descobrindo que não se chega a capital federal de barco. E de avião só com o uso de cartões de crédito. Mas, vai que, por alguma razão, mandam bloqueá-los ?
RELATORIA PODE MUDAR
O juiz Victor Liuzzi, relator do processo que envolve suposta fraude eleitoral com uso de cartões magnéticos, pode se julgar impedido de atuar no caso. É que o magistrado e o senador Arthur Neto, autor da denúncia, se estranharam no final do ano passado, quando Arthur criticou o judiciário pela morosidade no julgamento de ações movidas contra ele e o jornal Diário do Amazonas pelo então governador Eduardo Braga.
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No aniversário do juiz Cassio Borges, este ano, os dois foram convidados e compareceram. Mas não se falaram.
SEMSA PAGA CARO POR SEGURANÇA
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está renovando, por 12 meses, o contrato de segurança e vigilância patrimonial, armada e não armada, para todas as suas unidades. O custo é de R$ 2,113 milhões e a Marshal Vigilância e Segurança Ltda,é quem vai continuar a prestar o serviço para a Semsa. O que será que a guarda municipal faz se a prefeitura tem que contratar terceiros para garantir o patrimônio municipal
'VEREADOR' PRACIANO ATACA
“Chego na quarta-feira em Manaus e vou direto para as ruas falar do amor que o presidente Lula tem pelo Amazonas e da eleição da Dilma. O Serra foi muito perverso com o Amazonas, quando era ministro do planejamento de FHC. É só olhar os indicadores de emprego da ZFM da época.” O comentário é do deputado reeleito Francisco Praciano (PT), que ainda se sente vereador com seu discurso sobre o transporte coletivo em Manaus, até hoje não resolvido.
ELE É A CARA DA DILMA
Praciano é muito parecido com a Dilma. Não consegue conciliar discurso com prática politica. No caso do deputado, esse divórcio é claro: Fala muito de transporte urbano, mas só anda de táxi e de avião.
O VENENO DE DILMA
O vereador e candidato eleito Marcelo Ramos (PSB) está inconformado com os rumos do debate da Band, no último domingo. Diz ele: “Não sou fã da Dilma, mas atacá-la por ter lutado contra a ditadura é de uma covardia digna da direita mais reacionária desse país.” Pode até ser, vereador. Mas o discurso contra o adversário José Serra (PSDB) que Dilma Rousseff (PT) destila é puro veneno.
DIA DO PROFESSOR
Se depender da Secretaria Municipal de Educação (Semed) o Dia do Professor, que ocorre nesta sexta-feira, 15, vai ser comemorado com pompa e circunstância. Só o aluguel do local onde o evento “Feliz aquele que transfere o que se sabe e aprende o que ensina” vai ser realizado custará a bagatela de R$ 212 mil.
SEM DIFAMAÇÃO
A Agência Brasil divulgou, nesta segunda-feira, que a ministra Nancy Andrighi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da coligação da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, para suspender a veiculação de propaganda em bloco de seu adversário, José Serra, do PSDB. Para a ministra, o que existe foi divulgado em todos os jornais e apenas tem teor contundente, daí... Desta vez a tentativa de jogar o lixo para debaixo do tapete falhou ao bater na vigilância firme da corte eleitoral.
GERENCIAMENTO
A utilização de combustível na Semsa parece estar dando dor de cabeça aos administradores municipais. Para contornar a situação, a secretaria vai pagar R$ 2,605 milhões para a empresa Petrocard Administradora de Créditos Ltda implantar e operar sistema informatizado, com uso de cartão magnético, junto à frota da Semsa que tem consumo estimado em 1,205 milhão de litros por semestre.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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