Há muita informação retirada do celular do médico Mohammed Mustafa, acusado de comandar uma organização criminosa que teria desviado perto de R$ 150 milhões destinados ao sistema de saúde do Amazonas. O que deu errado para Mohammed e certo para os investigadores da PF?
O médico não teria apagado durante meses informações comprometedoras, inclusive de assassinatos, constantes de seu celular? Ou os aplicativos Whatsapp e Telegram, utilizados por ele, vendem a ideia falsa de que mensagem criptografadas não poderiam ser recuperadas depois de apagadas? O que deu errado para o médico?
Primeiro, o fato de ter compartilhado com terceiros seus segredos tenebrosos, que envolviam, de acordo com a PF, assassinatos e corrupção. Segundo, porque a PF agora pode recuperar todas as mensagens de um celular, mesmo as apagadas.
Os investigadores não utilizam mais a velha maleta de escuta, mas o aparelho israelense Ufed Touch, capaz de invadir o celular apreendido e extrair do ‘cérebro’ dele os segredos mais íntimos, as conspirações e as infidelidades, aí inclusos vídeos, fotos e mensagens de texto excluídas do Telegram e do Whatsapp.
Tudo o que Mohammed e seus amigos fizeram usando o celular, como o esquema de distribuição de propinas, foi revelado.
O erro maior de Mohammed e dos demais acusados foi não destruir o celular. Ainda bem...
E ONDE ERRAMOS?
E onde nós, que não cometemos crimes mas queremos manter nossa privacidade, erramos? Ao utilizarmos no dia a dia aplicativos como o Instagram, o Facebook e o Pokémon Go, todos eles com acesso à câmera, ao microfone e à nossa localização. Quem estaria do outro lado nos monitorando, usando informações pessoais, de trabalhou ou até outras pouco republicanas? Claro, que os serviços de inteligência do governo, o Ministério Público e a temida Polícia Federal. Como Mohammed Mustafa somos nós todos, leitores, uns descuidados, desastrados e contadores de história. Mas seguramente não criminosos como ele...
GEDEÃO NA CÂMARA
No último dia útil do ano o vereador Gedeão Amorim finalmente tomou posse como suplente na vaga de Sabino Castelo Branco. Aliado do senador Eduardo Braga, Gedeão aumenta a bancada do PMDB para 61 deputados na Câmara.
CENÁRIO DIFÍCIL
Um dos cenários mais difíceis para a disputa de 2018 envolve a eleição para as duas vagas no Senado. Com quatro concorrentes fortes – Arthur Neto (que também pode optar por disputar o governo), Eduardo Braga, Pauderney Avelino e David Almeida, a definição de grupos poderá definir os eleitos.
GOVERNO NOVO
Determinado a cumprir seu projeto de governo no curto período de um ano, Amazonino já pediu os cargos dos secretários que pretendem ser candidatos em 2018. Com os R$ 300 milhões liberados pelo BB neste finalzinho de ano, ele terá ‘bala na agulha’ para investir e mudar a cara de seu governo.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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