DESCONFIANDO DO BAIXINHO
O deputado Sinésio Campos reclama da vigilância exercida sobre ele nas suas intervenções no horário eleitoral. É que o petista é vítima dele mesmo e de sua capacidade de promover divisões. Sinésio capitaneou a ala do PT que permaneceu no governo, apesar de o partido ter decidido em convenção apoiar Alfredo Nascimento e entregar os cargos que alimentavam uma parcela de seus filiados. Resultado: agora, por força da opção do partido, que se partiu em dois(PT do Alfredo e PT do Omar) e sob um manto de desconfianças, Sinésio, a contragosto dos alfredistas, aparecerá no programa da coligação do senador e ex-ministro dos transportes.
"PÉ LÁ, MÃO CÁ"
Com a mão no "Avança Amazonas", de Omar Aziz, e o pé no "Amazonas Melhor para Todos’, de Alfredo Nascimento, o PT de Sinésio divide mais do que contribui com os dois candidatos. E ter cuidado com esse tipo de gente é bom mesmo...
CAMPANHA NA TV E NO RÁDIO
Candidatos ao governo, deputados estaduais e senadores vão fazer propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio às segundas, quartas e sextas-feiras. Já os presidenciáveis e deputados federais ficam com as terças, quintas e sábados. A campanha eletrônica começa no dia 17 e só aos domingos deixam de ser apresentados os programas eleitorais.
MELHOR ASSIM, ÀS CLARAS
Com dois votos contrários dos deputados Luiz Castro (PPS) e Arthur Bisneto (PSDB), os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado aprovaram, ontem, a suspensão das sessões das quintas-feiras entre o dia 18 de agosto e 30 de setembro. Como os deputados já estavam ausentes mesmo, salvo as exceções de sempre, apenas oficializaram o procedimento durante o período de campanha. Seria bom que também não recebessem a remuneração equivalente ao período.
AÇÃO CONJUNTA NA SEGURANÇA
Que a segurança pública em Manaus é um caso de polícia todo mundo sabe, mas daí a propor uma “ação conjunta” entre o Estado e o município vai uma enorme distância até pelas peculiaridades que a área de segurança envolve. No entanto, essa é a proposta do vereador e candidato ao governo estadual, Hissa Abrahão (PPS), resta saber como seria operacionalizada.
MADEIRA DA DISCÓRDIA
Um simples pedido de informação do deputado Luiz Castro (PPS), querendo saber se a madeira usada na construção da ponte sobre o rio Negro tem certificação, deu o maior quiprocó ontem pela manhã na Assembleia Legislativa. Dirigindo a sessão plenária, o presidente da Casa, Belarmino Lins (PMDB), colocou o requerimento em votação, do modo simples: quem concordasse, permanecesse como estava. Aí aconteceu um fenômeno: na contagem de Belarmino, a maioria ficou contra, mas Luiz Castro garantiu ter sido a favor. Então Belarmino colocou de novo em votação e, mais uma vez, os dois discordaram do resultado, gerando um rápido bate-boca entre eles. Para completar a comédia, Belarmino resolveu ‘tirar as dúvidas” e decidiu pela votação no painel eletrônico (“a votação mais cristalina”), sob protestos de Luiz Castro, para quem o presidente estava desrespeitando o regimento e ‘diminuindo o Poder Legislativo”.
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Ligado o painel eletrônico, finalmente saiu o resultado: 14 contra e sete a favor do requerimento. Castro, portanto, perdeu.
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Na verdade, tudo correu tão rapidamente que ninguém sabia dizer o que Belarmino dissera sobre a votação simples. Um deputado governista contou ao Blog que teve deputado “se confundindo todo” e “votou” a favor pensando que estava votando contra. Walzenir Falcão (PMN), por exemplo, foi um deles. A confusão toda foi provocada porque Sinésio Campos (PT), líder do governo, manifestou-se contra o requerimento. O pedido, alegou, era do ano passado e visava atrapalhar a construção da ponte, mas com a atitude deixou dúvidas sobre o tipo de madeira utilizada na obra. Castro ficou inconformado: “Só quero saber se a madeira da ponte está certificada, só isso”.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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