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OS TRÊS PECADOS DE OMAR

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Por Holanda
02/01/2011 11h43 — em Coluna do Holanda
O governador Omar Aziz pecou três vezes no seu discurso de posse. Chamou Amazonino  Mendes de estadista em razão de um delírio: o de ter criado a UEA. Embora necessária, a Universidade Estadual simboliza o improviso e a falta de planejamento de um governo de muitos erros.  Não podia ter surgido  após uma noite de pesadelo do velho líder, que achou ser posssível criar uma instituição de  ensino e pesquisa através de um simples decreto. A UEA subsiste  hoje graças a um esforço do governo que sucedeu Amazonino e a participação decisiva de empresários, que nao permitiram  que a instituição sucumbisse.

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O segundo pecado de Omar foi exatamente na abordagem do item que mais preocupa a sociedade e o seu governo. Num sofrível  improviso, o governador revelou que a segurança  terá tratamento preferencial,  mas esqueceu de mostrar a necessária visibilidade aos projetos para a educação básica. Se esta não é eficiente, aquela não se conserta, não se soluciona no médio e longo prazo.

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O terceiro pecado é capital. Ao endeusar Amazonino - “Em 1983 eu conheci um jovem prefeito e me tornei amigo dele. Ele era prefeito nomeado, fez uma grande administração na prefeitura, transformou a cidade de Manaus”,e elogiar Braga - "meu amigo, meu companheiro” -  Omar se coloca no meio de uma   batalha politica, que já se revelou, com a eleição da presidência da Câmara de Vereadores, sem regras ou limites, e  onde o passado de amizades ou compromissos conta muito pouco.

OS COMPROMETIDOS


O deputado Belarmino Lins  tratou de comprometer toda a Assembleia Legislativa do Amazonas com o governo Omar Aziz, em discurso ontem durante a posse do governador:  “A postura dos membros da Assembleia  senhor governador, se manterá no mesmo padrão dos últimos anos no parlamento do Amazonas” . Os deputados foram de um servilismo  sem tamanho nos últimos  oito anos, abrindo mão até da autonomia de legislar, ao permitir que o ex-governador Eduardo Braga governasse por decreto.

FIGURA EMBLEMÁTICA


Outro ponto "baixo" do discurso de Lins, foi dizer que o vice-governador José Melo é uma figura emblemática. Entende-se por emblemático quem é alegórico, simbólico, figurativo, misterioso ou místico. Em qual dos adjetivos se enquadraria o vice-governador? Para quem conhece a sua capacidade de agir nas sombras, o "misterioso" casa bem. Mas Melo merecia ser "poupado" pelo também emblemático presidente da Assembleia Legislativa, que na ânsia de elogiar, acabou complicando...

BEM COMPLICADO


O deputado Belarmino Lins gosta de complicar. Por que ele tinha que lembrar da "dignidade e competência" de Sandra Braga, para só depois falar dos predicados da primeira-dama, Nejmi Aziz?  Belarmino, com seu discurso açucarado, parecia no centro de uma  batalha que o deixa confuso e ansioso por agradar os lados em disputa.

MEIO MAGOADO


O vereador Homero de Miranda Leão não apareceu na posse de Isaac Tayah, como presidente da Câmara no dia de ontem. Homero anda magoado.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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