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O segundo pecado de Omar foi exatamente na abordagem do item que mais preocupa a sociedade e o seu governo. Num sofrível improviso, o governador revelou que a segurança terá tratamento preferencial, mas esqueceu de mostrar a necessária visibilidade aos projetos para a educação básica. Se esta não é eficiente, aquela não se conserta, não se soluciona no médio e longo prazo.
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O terceiro pecado é capital. Ao endeusar Amazonino - “Em 1983 eu conheci um jovem prefeito e me tornei amigo dele. Ele era prefeito nomeado, fez uma grande administração na prefeitura, transformou a cidade de Manaus”,e elogiar Braga - "meu amigo, meu companheiro” - Omar se coloca no meio de uma batalha politica, que já se revelou, com a eleição da presidência da Câmara de Vereadores, sem regras ou limites, e onde o passado de amizades ou compromissos conta muito pouco.
OS COMPROMETIDOS
O deputado Belarmino Lins tratou de comprometer toda a Assembleia Legislativa do Amazonas com o governo Omar Aziz, em discurso ontem durante a posse do governador: “A postura dos membros da Assembleia senhor governador, se manterá no mesmo padrão dos últimos anos no parlamento do Amazonas” . Os deputados foram de um servilismo sem tamanho nos últimos oito anos, abrindo mão até da autonomia de legislar, ao permitir que o ex-governador Eduardo Braga governasse por decreto.
FIGURA EMBLEMÁTICA
Outro ponto "baixo" do discurso de Lins, foi dizer que o vice-governador José Melo é uma figura emblemática. Entende-se por emblemático quem é alegórico, simbólico, figurativo, misterioso ou místico. Em qual dos adjetivos se enquadraria o vice-governador? Para quem conhece a sua capacidade de agir nas sombras, o "misterioso" casa bem. Mas Melo merecia ser "poupado" pelo também emblemático presidente da Assembleia Legislativa, que na ânsia de elogiar, acabou complicando...
BEM COMPLICADO
O deputado Belarmino Lins gosta de complicar. Por que ele tinha que lembrar da "dignidade e competência" de Sandra Braga, para só depois falar dos predicados da primeira-dama, Nejmi Aziz? Belarmino, com seu discurso açucarado, parecia no centro de uma batalha que o deixa confuso e ansioso por agradar os lados em disputa.
MEIO MAGOADO
O vereador Homero de Miranda Leão não apareceu na posse de Isaac Tayah, como presidente da Câmara no dia de ontem. Homero anda magoado.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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