
Os “santos” deles não se cruzam, mas quando se trata de marketing pessoal o senador Eduardo Braga e o prefeito Artur Neto são especialistas. Na entrega do Oscar do Comércio, na quinta-feira pela FCDLM, no Tropical Hotel, os demais homenageados falaram sobre a importância da entidade promotora que comemorava também os seus 50 anos. Braga e Neto preferiram focar nas ações que ambos promovem, no Senado e na prefeitura de Manaus, para melhorar a atividade comercial.
PRAÇA AGE, OLHA E ESPERA

Pode até não se consolidar a indicação do deputado Francisco Praciano para compor uma chapa majoritária com o senador Eduardo Braga. O velho Praça sabe que o caminho é muito espinhoso, a começar pela desunião do PT regional, que caminha de pernas abertas, com um pé em cada lado do caminho. Mas ele não está muito interessado em esperar pra ver. Por isso trabalha com afinco pra garantir a continuação do mandato que já lhe pertence. Agora, por exemplo, está partindo firme pra cima dos tribunais de contas estaduais, com uma PEC que submete os TCEs à fiscalização pelo CNJ.
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Já com mais de 200 assinaturas dos deputados, Praciano protocolou a PEC que pode causar muito desgosto aos conselheiros que chegam aos cargos na maioria das vezes por simples amizade com governantes e julgam contas, às vezes também por amizade ou gratidão.
MELHOR NÃO FAZER ADIVINHAÇÃO

Faltavam três dias para começar junho de 2002, mês das convenções partidárias e o então governador Amazonino Mendes (PFL) fazia suspense sobre quem apoiaria para a eleição de outubro (no segundo mandato consecutivo, ele não podia mais ser candidato à reeleição). O ex-prefeito Eduardo Braga (PPS), afastado do grupo de Amazonino há duas eleições, aparecia como o pré-candidato mais forte nas pesquisas. Era grande a expectativa. Então o senador Jefferson Péres arriscou uma previsão: a eleição seria de dois turnos, possivelmente entre o deputado federal Artur Neto (PSDB) e Braga, ambos da oposição.
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Desde o início um defensor da candidatura Braga (“é um dos poucos nomes que tem condição de governar o Estado”), Péres dizia que o candidato mais próximo de ser chamado de governista era o senador Gilberto Mestrinho e achava que, “salvo se houver uma surpresa de última hora”, Amazonino ficaria fora do processo eleitoral.
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A “surpresa” veio no dia 22 de junho, quando o então governador convocou a imprensa, avisou que não daria entrevista e leu uma nota de 25 linhas, que ele chamou de “Manifesto ao Povo Amazonense” , onde anunciava o apoio a Braga, por ser “um candidato natural para a consecução de um Amazonas novo, moderno e progressista, a exemplo do governo que ora se expira”.
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E Braga, que vinha de duas derrotas eleitorais (uma contra o próprio Amazonino, em 1998 e outra quando enfrentou o prefeito Alfredo Nascimento, em 2000, um ex-aliado a quem ajudou a eleger), ganhou no primeiro turno. Esse exemplo mostra como, em menos de um mês, todo um cenário político pode mudar e muita gente fica no meio do caminho. Melhor não arriscar nas previsões.
A REAÇÃO DOS MÉDICOS
O presidente do Sindicato dos Médicos, Mario Vianna reúne neste final de semana o Comando de Greve para discutir as estratégias de ação, e a assessoria jurídica da entidade vai elaborar a Contestação e Agravo Regimental contra a decisão do Tribunal de Justiça que declarou a suspensão da greve no âmbito da rede municipal de saúde.
ESPAÇO PARA ELOGIOS
Os elogios que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), fez ao senador Eduardo Braga (PMDB) no programa radiofônico mexeu tanto com a vaidade de Braga que a participação de Temer foi reprisada ontem sob a alegação de que problemas técnicos impediram emissoras do interior de receber "tão importante pronunciamento", onde Temer diz que o senador presta “extraordinário apoio” ao governo. Alguém duvida?
SINCERIDADE A TODA PROVA

Relator da PEC que cria a carreira de Estado para médicos no Amazonas, o deputado Belarmino Lins (PMDB) foi de um sinceridade a toda prova. Diz ele que a aprovação da PEC é o maior presente que o Legislativo pode dar à categoria. Puríssima verdade. Já sobre o povo que depende desses profissionais pouco ou quase nada se fala.
EXTRAS SEM REMUNERAÇÃO
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) baixou a portaria nº 25, no último dia 9 e divulgada na edição de sexta-feira de seu diário oficial, onde proíbe a remuneração de eventuais sessões extras convocadas pela câmaras municipais. Quer dizer, os vereadores vão ter que fazer tudo no prazo ou fazer extra só com pagamento do subsídio.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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